“CISOs precisam se antecipar e explorar os recursos do novo momento da IA”, diz CISO do Mercantil

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Durante o Security Leaders em Belo Horizonte, Ricardo Leocádio, CISO do Banco Mercantil, deixa um recado para a comunidade de Segurança da Informação: as descobertas acadêmicas sobre relacionamento com a máquina abriram muitas portas para esse recurso, é possível equilibrar a proteção de dados sensíveis com a automatização de processos através da Inteligência Artificial

O Security Leaders Belo Horizonte abriu os trabalhos na manhã de hoje (30) trazendo ao público de Cibersegurança insights importantes relacionados à Inteligência Artificial e seus recursos aplicados na Segurança. Na visão de Ricardo Leocádio, CISO do Banco Mercantil, os Líderes de SI precisam se antecipar e explorar os recursos do novo momento da AI.

De acordo com o executivo, embora o mercado ainda não tenha como definir até onde irá os avanços das IAs Generativas, já é um fato que o impacto dessas linguagens será definitivo e profundo. As descobertas acadêmicas sobre relacionamento com a máquina abriram muitas portas para esse recurso, uma visão que traz vasta possibilidade de usos em quase todos os campos do conhecimento humano.

“Não podemos ser o motivo de atraso das empresas. Estamos vivendo uma verdadeira revolução para a humanidade e não devemos barrar os avanços do negócio dentro da competitividade. Todos vão trilhar esse caminho mais cedo ou mais tarde, mas quem chega primeiro na fonte beberá água mais limpa. Portanto, se não queremos ser a organização absorvida pelas outras com produtividade acelerada pela IA, precisamos iniciar essa adaptação o mais cedo possível”, reforçou Leocádio.

O CISO compartilhou uma experiência própria – sobre dificuldades na contratação de IA em Cyber Security devido ao preço – para demonstrar como apenas o uso do ChatGPT já o permitiu dar um enorme salto de produtividade. Agora, atividades como criação de script python, validação de vazamento de CPF nas plataformas e criação de regras de upload no WhatsApp foram automatizadas pelas capacidades informacionais aliadas a fluente comunicação do chatbot. Mesmo as funções com maior GAP técnico puderam ser feitas através desse processo.

A experiência positiva levou Leocádio a pensar como levar essa automatização de processos para outros setores da companhia, sem comprometer as estruturas de Segurança das informações. Para ele, ferramentas atuais de proteção como DLPs são capazes de filtrar códigos fonte, dados pessoais ou qualquer outro conteúdo vital e impedi-los de serem publicados em sites como o ChatGPT. Isso impede que a Inteligência Artificial arquive consigo essas informações enquanto preserva os bons usos da tecnologia.

“Essa decisão nos permitiu ir na contramão do mercado e mantivemos o acesso ao ChatGPT liberado no Banco Mercantil. Apenas protegemos o que precisa ser protegido, bloqueando conteúdos confidenciais antes de deixarem a fonte, assim como nos e-mails. Nenhum GPT ou IA generativa precisa ser barrada. Há meios de manter um equilíbrio capaz de viabilizar a velocidade da empresa, tornando a todos mais eficaz”, afirmou o C-Level. Além dessas soluções públicas e gratuitas, outros meios envolvem aplicar uma IA dentro do ambiente interno da companhia para que ela possa aprender com as informações internas, permitindo-a se relacionar com clientes, funcionários ou mesmo parceiros. Por fim, Leocádio ainda aconselha manter atenção nas novas soluções de Inteligência Artificial como serviço prometidas para chegar ao mercado nos próximos anos, como o Copilot da Microsoft e a Super AI da Google.


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