A inteligência artificial está transformando relações de compra na internet. Além de aprimorar a experiência do consumidor, ferramentas baseadas em IA começam a automatizar tarefas como busca, comparação de preços e recomendações de produtos, abrindo caminho para o chamado comércio agêntico, em que agentes inteligentes podem executar etapas da jornada de compra em nome do consumidor.
Esse avanço, no entanto, também amplia a superfície de ataque para cibercriminosos. Segundo o novo relatório State of the Internet (SOTI): Securing the Agentic Storefront: Attacks on Commerce, da Akamai Technologies, o comércio tornou-se o setor mais visado por bots de IA e ataques cibernéticos, exigindo uma nova abordagem de segurança para equilibrar inovação, experiência do cliente e proteção dos negócios.
Principais destaques do estudo:
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48% de toda a atividade de bots de IA observada pela Akamai teve como destino empresas do setor de comércio, tornando-o o principal alvo dessa categoria de automação.
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71% dos bots de IA identificados no setor são crawlers utilizados para treinar modelos de IA, que coletam informações como descrições de produtos, preços e estoques.
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A atividade de bots cresceu 48% na América Latina em 2025, impulsionada pela expansão do comércio eletrônico na região.
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O comércio registrou mais de 200 bilhões de ataques contra aplicações web e APIs entre 2024 e 2025, mantendo-se como a indústria mais atacada globalmente.
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Ataques direcionados a APIs cresceram 9% em um ano. Entre empresas do setor, 85% sofreram ao menos um incidente relacionado a APIs, mas apenas 22% sabem quais APIs expõem dados sensíveis.
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Em 2025, o setor sofreu quase 3 trilhões de ataques DDoS de camada 7, dos quais 84% tiveram como alvo o varejo.
Além disso, o estudo também mostra que agentes de IA já conseguem reproduzir comportamentos muito semelhantes aos de usuários humanos, dificultando a identificação de atividades maliciosas. Criminosos também passaram a explorar técnicas como o sequestro de agentes de IA, injeção de prompts maliciosos e criação de identidades sintéticas para automatizar fraudes e explorar vulnerabilidades em APIs.
Para a Akamai, o desafio das empresas deixa de ser simplesmente bloquear bots e passa a ser governar a automação, diferenciando agentes legítimos, que podem gerar valor para o negócio, de bots utilizados para fraudes, raspagem de dados, abuso de credenciais e ataques DDoS.
Como as empresas podem se proteger
Com a popularização do comércio agêntico, a Akamai recomenda que as empresas tratem a segurança como parte da estratégia de continuidade dos negócios, especialmente em períodos de maior demanda, como a Black Friday e as festas de fim de ano, datas que concentram um grande volume de transações e costumam atrair mais ataques cibernéticos. Entre as principais recomendações estão:
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Mapear continuamente APIs, sistemas críticos e integrações de terceiros, identificando quais expõem dados sensíveis e sustentam a jornada de compra;
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Adotar uma estratégia de governança para bots e agentes de IA, diferenciando automações legítimas de atividades maliciosas;
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Testar previamente a resiliência da infraestrutura, reforçando a proteção contra ataques DDoS e segmentando ambientes críticos para limitar o impacto de incidentes;
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Integrar cibersegurança e prevenção a fraudes, com planos de resposta preparados para ataques durante períodos de pico de vendas.