93% das empresas registram uso de alto risco de IA generativa

No AI Appreciation Day, a Check Point Software alerta que a rápida autonomia da IA exige governança corporativa, supervisão humana e controles contínuos para conter novas ameaças cibernéticas

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Celebrado neste mês de julho, o AI Appreciation Day reconhece o impacto da inteligência artificial na transformação dos negócios. Para a Check Point Software, contudo, a data serve como um alerta: à medida que a IA evolui para um agente autônomo, cresce a urgência de fortalecer a governança e os controles de Segurança para mitigar a exposição das PMEs e corporações aos riscos cibernéticos. 

  

As conclusões fazem parte do Relatório de Segurança de IA 2026, da Check Point Research (CPR). O estudo revela que a tecnologia deixou de apenas acelerar atividades e passou a desempenhar papel ativo nas operações e nos ataques. Em um dos casos, um único desenvolvedor criou 88 mil linhas de código de um malware funcional em menos de uma semana usando IA, trabalho que levaria meses para uma equipe. 

  

O levantamento destaca que recursos como interpretação de documentos, navegação na web e integração com aplicações ampliam a superfície de ataque. Instruções maliciosas ocultas em páginas web e vulnerabilidades em servidores de agentes de IA figuram entre as principais ameaças identificadas. Além disso, as organizações utilizam, em média, dez aplicações de IA por mês, intensificando a complexidade do monitoramento. 

  

Paralelamente, o volume de interações de alto risco, envolvendo compartilhamento de dados corporativos ou regulados, dobrou no último ano, saltando de 2% para 4% de todos os prompts analisados. O relatório aponta ainda que entre 87% e 93% das organizações registraram ao menos uma interação perigosa em todos os meses avaliados, evidenciando lacunas severas de proteção. 

  

“A discussão sobre IA precisa evoluir da adoção para a responsabilidade. As empresas precisam saber quais sistemas usam, quais dados processam e que decisões são tomadas. Quanto mais autonomia a IA ganha, mais essencial se torna a supervisão humana e a proteção dos dados”, afirma Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil. 

  

Diante desse cenário, a Check Point recomenda que as empresas tratem agentes de IA como potenciais alvos de ataques, estabeleçam políticas claras de uso aceitável e protejam as informações compartilhadas. É fundamental adotar soluções capazes de responder às ameaças na mesma velocidade em que evoluem, garantindo resiliência operacional. 

  

“Celebrar os avanços da IA é reconhecer seu enorme potencial para impulsionar inovação e produtividade. Mas aproveitar esses benefícios de forma sustentável exige que segurança, governança e transparência façam parte da estratégia desde o início. A confiança será um dos principais fatores para o sucesso da IA nas empresas”, conclui Falchi. 

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