Quase metade das PMEs sofreu incidentes cibernéticos nos últimos 12 meses

Pesquisa da ESET revela ainda que 61% das pequenas e médias empresas temem novos ataques nos próximos períodos, impulsionadas por riscos de phishing, falhas sem correção e senhas fracas

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A Cibersegurança segue como um dos maiores desafios para pequenas e médias empresas (PMEs). Segundo estudo da ESET, 45% das PMEs sofreram ao menos um incidente cibernético nos últimos 12 meses, e 61% temem ser alvo de ataques no próximo ano. 

  

Especialistas da ESET reforçam a urgência de fortalecer a resiliência dessas companhias diante do avanço da digitalização. O dado é crítico considerando que, segundo o Fórum Econômico Mundial (FEM), as PMEs representam cerca de 90% das companhias mundiais, 70% dos empregos globais e aproximadamente metade do PIB do planeta. 

  

As principais preocupações envolvem perda de dados, paralisação das operações e prejuízos financeiros. O levantamento indica que 34% das PMEs levam de duas a seis semanas para normalizar as atividades após um ataque, período que gera perdas expressivas para negócios com orçamentos mais enxutos. 

  

“Pequenas e médias organizações enfrentam os mesmos desafios das grandes corporações, mas muitas vezes contam com menos recursos para prevenção e resposta. Por isso, investir em resiliência cibernética deixou de ser uma questão exclusivamente tecnológica e passou a ser um fator estratégico para a continuidade dos negócios”, afirma Mario Micucci, pesquisador de segurança da informação da ESET América Latina. 

  

A pesquisa revela ainda que 73% das PMEs usam ferramentas de inteligência artificial, mas receiam que cibercriminosos usem a tecnologia para sofisticar golpes. Vetores tradicionais como phishing, vulnerabilidades sem correção, senhas fracas e o crescimento da shadow AI continuam sendo as portas de entrada para invasões. 

  

Por outro lado, o estudo indica que o treinamento reduz vulnerabilidades: 81% das PMEs que sofreram múltiplos ataques passaram a investir em conscientização digital, contra 53% das que nunca foram atingidas. As empresas mais capacitadas demonstram maior preparo na prevenção e resposta a incidentes. 

  

“Treinamento contínuo, gestão adequada de identidades, atualização de sistemas e capacidade de resposta a incidentes continuam entre as medidas mais eficazes para reduzir riscos. A tecnologia é indispensável, mas a preparação das pessoas segue sendo um dos pilares mais importantes da segurança corporativa”, destaca Micucci. 

  

A ESET orienta que as PMEs foquem em estratégias preventivas, avaliações periódicas de risco, governança de TI e contratação de serviços especializados de monitoramento para garantir a proteção de seus ambientes digitais.

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