Bahia Conectada: governo garante nova infraestrutura com tecnologia e Cibersegurança

Projeto da SAEB reorganiza a conectividade do Estado da Bahia com Segurança integrada, monitoramento 24x7 e uma operação centralizada para reduzir zonas cegas e garantir continuidade dos serviços públicos

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A transformação digital do setor público depende de uma infraestrutura capaz de sustentar, de forma segura e contínua, os serviços oferecidos à população. Foi a partir desse desafio que a Secretaria da Administração do Estado da Bahia (SAEB) estruturou o projeto Bahia Conectada, apresentado por Thales Almeida, Superintendente de Gestão e Inovação da SAEB, durante o Security Leaders Salvador. A iniciativa parte de um desafio da antiga Rede Governo: uma infraestrutura fragmentada, com diferentes contratos, pouca visibilidade sobre os links e dificuldades na gestão de incidentes. 

  

O cenário ganhou complexidade com a crise da Oi, responsável pela solução de Segurança da antiga estrutura. Com contratos terminando e a impossibilidade de renovação, a SAEB precisou desenhar uma transição sem interromper serviços críticos. A resposta foi mudar o próprio modelo de contratação e operação: em vez de manter a fragmentação, a nova rede passou a concentrar conectividade e Segurança em uma estrutura unificada. 

  

O projeto prevê até 5 mil links e já conta com quase 4 mil conexões em funcionamento entre hospitais, delegacias e órgãos públicos. A arquitetura foi organizada em cinco pilares: conectividade, segurança, disponibilidade, visibilidade de gestão e continuidade. Na camada de proteção entram tecnologias como Next Generation Firewall, SD-WAN, ZTNA e SASE, enquanto a Prodeb assume a função de torre de controle, com monitoramento contínuo da infraestrutura. 

  

Da fragmentação à governança centralizada 

  

Mais do que substituir equipamentos e contratos, a proposta busca atacar uma das principais fragilidades identificadas na estrutura anterior: a dificuldade de saber onde estava o problema e quem deveria resolvê-lo. Segundo Thales, havia links que permaneciam fora do ar por longos períodos, além de zonas cegas na operação e ausência de um sistema estruturado de gerenciamento de incidentes. 

  

O novo desenho também foi construído a partir das necessidades específicas dos órgãos. Foram definidas 17 tipologias de conectividade, considerando desde operações convencionais até ambientes de missão crítica e unidades remotas. Hospitais, por exemplo, podem contar com links redundantes e satélite de backup, enquanto localidades de difícil acesso podem utilizar conectividade por satélite de baixa órbita. Para estruturas menores, como escritórios com apenas um usuário, a alternativa pode ser o acesso baseado em ZTNA, evitando uma infraestrutura de segurança desproporcional à necessidade. 

  

A estratégia combina, portanto, padronização na governança com consumo descentralizado. SAEB e Prodeb concentram a gestão, enquanto os órgãos podem acionar os serviços conforme suas demandas ao longo dos cinco anos previstos para a operação. A estrutura também contempla a manutenção e a blindagem do legado, incluindo equipamentos cuja conectividade ou licenciamento ainda precisa ser preservado durante a transição. 

  

O resultado esperado é uma infraestrutura em que nenhum novo link entre na rede sem uma camada de Segurança validada tecnicamente. Para a SAEB, a mudança representa também uma retomada do controle técnico e operacional sobre uma infraestrutura considerada crítica para o funcionamento do Estado. 

  

Com hospitais, unidades de Segurança, educação, fazenda e demais órgãos convergindo para uma arquitetura monitorada de forma centralizada, o Bahia Conectada transforma a conectividade em uma camada estratégica de continuidade dos serviços públicos. O projeto ainda está em implantação, mas seu desenho mostra que, para um Estado com a dimensão territorial da Bahia, eficiência de rede não está apenas na quantidade de links contratados, mas na capacidade de governar, proteger e responder sobre toda essa infraestrutura. 

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Rui Borges

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