Estudo global revela lacuna crítica entre a detecção e a contenção de ciberataques

Pesquisa encomendada pela Illumio aponta que, apesar da alta confiança na resposta a incidentes, 49% das organizações brasileiras sofrem com a fadiga de alertas

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Embora as empresas continuem investindo em Cibersegurança e aprimorando a identificação de ameaças, um estudo conduzido pelo CyberEdge Group e encomendado pela Illumio revela que ainda existe uma lacuna significativa entre identificar um ataque e conter sua propagação. Intitulado The Containment Gap, o levantamento ouviu 700 líderes de TI e segurança na América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e América Latina. Os dados mostram que o setor enfrenta dificuldades para equilibrar visibilidade de ameaças, complexidade operacional e contenção eficaz, mesmo diante de índices elevados de confiança das equipes.

 

“Uma das descobertas mais interessantes é que o Brasil figura entre os mercados mais fortes em termos de confiança em Cibersegurança e de resultados na resposta a violações, ao mesmo tempo em que registra alguns dos níveis mais elevados de fadiga de alertas. Isso reflete uma realidade mais ampla do setor: as equipes de Segurança não sofrem com a falta de dados ou ferramentas, mas sim com a complexidade. A resiliência depende de reduzir essa complexidade, transformando sinais ruidosos em prioridades claras e contendo as ameaças antes que elas possam se espalhar pelo ambiente”, afirma Raghu Nandakumara, Vice-Presidente de Soluções da Illumio.

 

As organizações brasileiras registraram índices expressivos de confiança na pesquisa: 99% acreditam na sua capacidade de detectar riscos em nuvem, 97% em mapear caminhos de ataque e 98% em compreender o raio de alcance dos incidentes. O Brasil também liderou globalmente a confiança na contenção rápida de acessos iniciais (94%) e na priorização de recursos baseados em Inteligência Artificial, machine learning e triagem automatizada.

 

Apesar da postura otimista, o estudo expõe gargalos operacionais relevantes. Quase metade (49%) dos entrevistados no país apontou a fadiga de alertas como o principal obstáculo para detectar movimentações laterais, maior percentual entre as nações analisadas. Além disso, 27% citaram plataformas de segurança sobrepostas como a principal causa de falsos positivos. Ainda assim, apenas 34% das empresas brasileiras relataram dificuldade para conter movimentações não autorizadas, ante a média global de 46%.

 

O Brasil apresentou a maior taxa de detecção orientada por ferramentas (69%), além do menor tempo de indisponibilidade (5,9 horas) e menor prejuízo financeiro (US$ 139.651) no levantamento. No entanto, falhas em alertas ainda respondem por 28% do tempo de paralisação das operações no país, contra 21% no cenário global. As conclusões reforçam que, embora a capacidade de detecção esteja consolidada, a resiliência real depende da velocidade com que o ataque é isolado no ambiente de rede.

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