O paradoxo da inovação: “estamos prontos para o futuro que já chegou?”

No keynote de abertura do Security Leaders Salvador, Tatyana Souza, Gerente de TI da Santa Casa da Bahia, destaca por que estratégia, governança, gestão de riscos e desenvolvimento de talentos são fundamentais para uma inovação sustentável e segura

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Durante o keynote de abertura do Security Leaders Salvador, Tatyana Souza, Gerente de TI da Santa Casa da Bahia, provocou o público a refletir sobre uma questão central: as empresas estão realmente preparadas para acompanhar o ritmo de inovação? Para a executiva, a resposta passa menos pela adoção de novas tecnologias e mais pela construção de estratégias sólidas, governança, gestão de riscos e desenvolvimento de talentos.

 

“O grande paradoxo da aceleração tecnológica é o maior desafio hoje que nós, líderes de TI e Cibersegurança, enfrentamos hoje. Estamos prontos para acompanhar esse ritmo? Estamos criando formas de construir e reter talentos para conduzir essa transformação? É isso que precisamos pensar e trabalhar daqui pra frente”, destaca a executiva no palco do Congresso, que acontece hoje (10) na capital baiana.

 

Na visão de Tatyana, o desafio não é acelerar, é acompanhar a velocidade da transformação na era da Inteligência Artificial, pois a inovação trouxe uma dinâmica inédita para os negócios. “O desafio atual não está na capacidade das organizações de se prepararem para lidar com essa aceleração de forma consciente e consistente”, reflete.

 

A reflexão surge em um momento em que a IA ocupa o centro das estratégias corporativas. Embora a tecnologia desperte preocupações e debates sobre seus impactos futuros, Tatyana defende uma visão equilibrada: o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é utilizada.

 

Para a executiva, ferramentas inovadoras podem gerar ganhos expressivos de produtividade, eficiência e competitividade quando implementadas com propósito. Por outro lado, a adoção impulsiva, sem direcionamento ou governança, pode ampliar riscos e criar novos desafios para as organizações.

 

Estratégia vem antes da tecnologia

 

Durante a apresentação, Tatyana reforçou que o sucesso da transformação digital depende da capacidade das empresas de estabelecer fundamentos sólidos antes de decidir quais tecnologias adotar.

 

Na avaliação da executiva, muitas organizações iniciam a jornada pela ferramenta quando deveriam começar pela estratégia. “A primeira pergunta não deve ser ‘qual tecnologia usar?’, mas sim ‘por que estamos implementando essa tecnologia e qual resultado pretendemos alcançar?”, provoca Tatyana.

 

Segundo ela, construir uma inovação sustentável exige alinhamento entre objetivos de negócio, gestão de riscos e preparo organizacional para absorver as mudanças. Ela destaca 4 pilares para isso:

 

“As empresas precisam ter clareza estratégica para definir objetivos e prioridades; estabelecer regras de uso e mecanismos de governança; fortalecer a gestão de riscos para antecipar ameaças e cenários futuros; e investir na qualificação e retenção de profissionais capazes de liderar a transformação digital”, conclui.

 

Para ela, é o equilíbrio entre esses elementos que permitirá extrair valor da inovação sem comprometer a segurança e a sustentabilidade dos negócios.

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