Fundamentos da Cyber são construídos por diversidade nas equipes, afirmam gestoras da AWS

As lideranças femininas da provedora de tecnologia de cloud promoveram entrevistas com a imprensa durante o re:Inforce 2025, com o intuito de debater os projetos de transformação dos times de Segurança movidos pela companhia. Na visão das especialistas, reforçar o setor com pessoas de origens e características diversas pode ser o caminho para transformar a relação da SI com o negócio

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A diversidade de pessoas e ideias no setor de Cibersegurança é um passo crucial para oferecer novas respostas aos desafios crônicos que o setor enfrenta, desde a mitigação do gap de talentos até a aplicação de tecnologias emergentes nos negócios. Esse posicionamento foi referendado pelas lideranças de Segurança Cibernética da AWS durante conversa com jornalistas no evento re:Inforce 2025, ocorrido na Filadélfia.

 

Com um dos grandes focos estabelecidos pela empresa durante o keynote de abertura, a Segurança Cibernética pretende construir as bases adequadas e seguras da empresa com vistas a garantir o florescimento da cultura inovadora entre os colaboradores. Mas para que isso se concretize, desafios como o gap de mão de obra no setor e os meios de se comunicarem com a organização precisam ser enfrentados pelos CISOs.

 

“Isso envolve não apenas comunicar nossa missão com o board, mas também com nossos pares e outros departamentos do negócio. Com frequência, a Segurança é levada a adotar discursos baseados no medo, dados os riscos que a organização pode sofrer. Ocorre que carregar demais esse aspecto, em vez de reforçar a precaução e o cuidado, cria menos proximidade com a empresa”, explica a Security GTM Leader da AWS, Danielle Ruderman.

 

Dessa forma, a executiva entende que variar esse tipo de narrativa também exige que se amplie a diversidade dos times de Cyber, incluindo pessoas de origens, gêneros, orientações e culturas diferentes para oxigenar o setor com novas formas de aplicar a Segurança. Por meio de visões diferentes, diz ela, é possível construir maior engajamento com a estratégia de SI dentro e fora dos times.

 

Isso começa com um trabalho intenso nos métodos de onboarding na Cibersegurança da organização, considerando que essas visões diversas partem de realidades que podem inviabilizar a chegada dessas pessoas. Danielle recomenda que a sensibilidade sobre o que o profissional precisa permitirá que ele tenha condições de estar presente mesmo nos momentos de crise.

 

“Além disso, permitir que exemplos a serem seguidos galguem posições de comando nas empresas, especialmente pelas suas qualidades técnicas, daria fôlego para que pessoas identificadas com esses exemplos busquem seguir o mesmo caminho. Se mais pessoas tiverem essa percepção do que podem alcançar, criamos um processo contínuo de renovação do setor”, afirma Neha Rungta, Diretora de Ciências Aplicadas da AWS.

 

Diversidade e gap de talentos

As executivas também reforçam a importância desse trabalho de diversificação dos profissionais de Cyber para responder ao gap de talentos da Segurança. Segundo Danielle, ainda que essa não seja uma resposta definitiva para essa demanda, criar equipes diversas pode ajudar a mitigá-la, e ainda abrir espaço para trazer novas propostas de automação para o setor de Cibersegurança.

 

“Acho que essa ideia, assim como o tema desta conferência, é a de simplificar a Segurança e facilitá-la. E estamos fazendo isso para que mais pessoas possam se envolver e mais pessoas possam entender e adotar a Segurança. Por isso, precisamos repensar nossas formas de exercer essa função e, dessa forma, permitir que outros profissionais saibam também como fazer, tornando essa responsabilidade realmente compartilhada”, encerra a executiva.

 

*Matheus Bracco viajou para Filadélfia a convite da AWS para acompanhar o re:Inforce 2025

 

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