Em uma operação distribuída, com 34 lojas, e-commerce, aplicativo próprio, serviços em nuvem, pontos de venda, coletores e IoT, ampliar a superfície digital significa também ampliar os desafios de Segurança. Foi nesse cenário que o Grupo São Luiz estruturou, em parceria com Netskope e XSITE, uma arquitetura que começou com a substituição da VPN e evoluiu para maior controle sobre acessos, dados e aplicações. O case foi apresentado no Security Leaders Recife por Leonardo Chaves, Territory Sales Manager da Netskope, Márcio Falcão, CIO, Head de Logística e Head de Facilities do Grupo São Luiz, e Semarcos Andrade, Diretor Comercial da XSITE.
A estratégia acompanha uma trajetória de amadurecimento da Segurança dentro da companhia. A área foi formalizada no planejamento estratégico em 2017 e ganhou novas demandas com a LGPD e a expansão do trabalho remoto. A contratação da Netskope ocorreu nesse contexto. O que começou como uma necessidade específica acabou, segundo Márcio Falcão, se tornando uma solução que passou a “cobrir várias áreas da empresa”.
O primeiro passo foi substituir a VPN pelo Zero Trust Network Access (ZTNA). Em vez de permitir acesso amplo à rede, o modelo restringe o usuário às aplicações autorizadas. Na avaliação de Falcão, a diferença foi significativa: “Antes, o usuário tinha acesso à subrede. Com o ZTNA, passou a enxergar exatamente aquilo que está previsto para ele”. A mudança também levou parte do processamento dos firewalls para a nuvem.
Uma arquitetura que acompanhou novos riscos
O projeto, porém, não ficou restrito ao acesso remoto. A adoção do Secure Web Gateway (SWG) ampliou a visibilidade sobre o tráfego web, enquanto o DLP passou a atuar na proteção de informações. Com o CASB, a companhia ganhou ainda maior visibilidade sobre as aplicações utilizadas pelos usuários, incluindo ferramentas de IA generativa.
A evolução ganhou uma nova dimensão com a popularização da IA. Quando a solução foi contratada, em 2024, a governança dessas ferramentas ainda não era o foco do projeto e, com a mudança do cenário, os controles existentes passaram a apoiar também o acompanhamento do uso de IA. Na prática, alertas relacionados a dados podem chegar ao SIEM e gerar uma atuação da equipe junto ao usuário. “Temos que educar o usuário e conscientizar sobre a ação que ele fez”, explicou Falcão.
A experiência do projeto também reforça que, no setor de varejo, a Cibersegurança não pode se tornar um gargalo para o negócio. Para garantir uma transição sem atritos, a implantação foi conduzida em conjunto pela XSITE, Netskope e o Grupo São Luiz. O trabalho focado na experiência do usuário evitou impactos na operação diária e garantiu mais agilidade e visibilidade para o time de TI identificar riscos e responder a incidentes com rapidez.
Com os bons resultados alcançados, o próximo passo da iniciativa é expandir a proteção dos atuais 170 para 900 usuários. Para Falcão, essa nova fase reflete diretamente a força da parceria construída ao longo do processo. Ele ressaltou que a tecnologia é fundamental, mas o fator humano é o divisor de águas: “Se não tivermos confiança no parceiro, por mais tecnologia que ele tenha, não conseguimos evoluir”, afirmou.
A apresentação evidencia uma transformação na forma como a Segurança é encarada pela organização. Em vez de iniciativas isoladas, frentes como acesso remoto, proteção de dados, aplicações em nuvem e inteligência artificial passam a fazer parte de uma estratégia integrada, preparada para sustentar o crescimento do negócio e acompanhar a expansão da operação.
O Case de Sucesso do Grupo São Luiz com a Netskope e XSITE foi apresentado no Security Leaders Recife, o oitavo evento regional de 2026. A partir de setembro, o maior e mais qualificado evento de Cibersegurança do país seguirá com a sua caravana pelas capitais nordestinas Salvador e Fortaleza, enquanto aquece os motores para o Security Leaders Nacional, nos dias 21 e 22 de outubro. Acompanhe as atualizações sobre os próximos eventos no portal do Security Leaders.