Investimento em SI: os 10% dos bancos se tornam referência ou exceção?

Pesquisa da Febraban revela que as instituições financeiras destinam à Cibersegurança 10% do orçamento de TI, estimado em R$ 50 bilhões para este ano. O percentual gerou reflexões entre CISOs sobre o valor ideal a ser investido para equilibrar inovação e risco, considerando as diferentes estratégias de SI segundo o setor e a maturidade de cada empresa

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Os cerca de R$ 5 bilhões que os bancos devem destinar à Cibersegurança em 2026 chamaram a atenção dos membros do grupo Security Leaders. O valor, divulgado na Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, representa aproximadamente 10% do orçamento total de tecnologia do setor, estimado em R$ 50 bilhões, e provocou um amplo debate sobre qual seria a participação ideal da Segurança da Informação nos investimentos corporativos. 

 

A repercussão evidenciou que o percentual adotado pelo setor bancário está longe de ser visto como uma fórmula aplicável a todas as organizações. Na avaliação dos líderes, esses investimentos em Segurança são fortemente influenciados por fatores como segmento de atuação, exigências regulatórias, maturidade dos processos, exposição a riscos e momento estratégico de cada empresa. 

 

O percentual ideal depende do contexto 

 

As discussões reforçaram uma percepção comum no mercado: não existe um indicador universal para definir quanto uma organização deve direcionar à Cibersegurança. Embora muitas companhias utilizem o orçamento de TI como referência, a proporção voltada à área varia conforme as prioridades do negócio e os desafios enfrentados em cada cenário. 

 

O debate também mostrou que analisar apenas o percentual pode ser insuficiente. Mais relevante do que atingir uma meta pré-determinada é garantir que os recursos sejam compatíveis com os riscos assumidos, os requisitos de compliance e os objetivos de transformação digital da organização. 

 

Além do volume financeiro, os participantes destacaram a importância do posicionamento estratégico da Segurança da Informação dentro das empresas. Governança, apoio executivo e capacidade de execução seguem sendo fatores determinantes para a efetividade dos programas de proteção. 

IA amplia a pressão por investimentos em Segurança 

Outro ponto central da conversa foi a relação cada vez mais estreita entre inovação e Cibersegurança, especialmente diante do avanço da Inteligência Artificial. A própria pesquisa da Febraban aponta que os bancos devem aplicar cerca de R$ 3 bilhões em IA, Analytics e Big Data em 2026. Para os líderes, a expansão dessas tecnologias reforça a necessidade de que as defesas acompanhem a evolução tecnológica, evitando novas capacidades digitais resultem em novas exposições a riscos. 

 

Mais do que estabelecer os 10% divulgados pela Febraban como uma referência de mercado, a repercussão do levantamento serviu para reforçar uma discussão cada vez mais presente nas organizações: encontrar o equilíbrio entre inovação, governança e proteção. O percentual pode variar, mas a necessidade de tratar a Segurança da Informação como um componente estratégico dos investimentos em tecnologia parece ser um consenso crescente entre os líderes do setor. 

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Rui Borges

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