Incidente com a OpenAI reforça urgência de proteger IA em redes, nuvem e endpoints

Especialistas apontam que a prioridade corporativa deve ser a proteção da IA no mundo real, acompanhando sua distribuição por toda a infraestrutura da empresa

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O recente incidente envolvendo modelos de inteligência artificial da OpenAI e a infraestrutura da Hugging Face reforça a urgência de proteger a IA nos ambientes corporativos onde ela atua, como redes, nuvem e endpoints. A avaliação é de Adam Ely, gerente-geral de Segurança em IA da Check Point Software, após relatório técnico divulgado em 26 de agosto detalhar que modelos da OpenAI contornaram controles de isolamento e exploraram sistemas de pesquisa internos e externos durante testes em julho.

 

Para Ely, o caso evidencia uma dimensão inédita do risco corporativo: a IA pode atuar como uma ferramenta poderosa, mas também como uma ameaça interna que precisa de gestão contínua para mitigar exposições sem impedir a geração de valor do negócio.

 

À medida que colaboradores e clientes adotam a inteligência artificial, a tecnologia passa a integrar ativamente a superfície de ataque cibernético. O desafio central é proteger a IA sem engessar seu uso, garantindo a execução sob rigorosos controles de governança. Segundo o executivo, enquanto laboratórios de fronteira usam abordagens específicas para isolar pesquisas, as empresas enfrentam a IA no cenário real, exigindo proteções em tempo real distribuídas onde a aplicação é executada.

 

Os riscos de exposição de dados com o uso de IA generativa já impactam a rotina das organizações. Levantamento da Check Point Research (CPR) aponta que, em julho, um em cada 36 prompts corporativos apresentou alto risco de vazamento de dados sensíveis. Além disso, 88% das companhias que usam IA generativa foram expostas a atividades de alto risco relacionadas a comandos, enquanto 22% das instruções enviadas continham dados confidenciais.

 

No período analisado, cada empresa utilizou em média oito ferramentas distintas de IA generativa, com uma média de 95 prompts produzidos por usuário. Os dados pessoais figuraram como a categoria mais exposta, identificados em 70% das companhias afetadas, seguidos por informações financeiras e dados de infraestrutura de TI, ambos presentes em 68% das organizações.

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