A Akamai detectou e investigou uma intrusão em múltiplas etapas direcionada à infraestrutura de cadeia de suprimentos na América Latina. A empresa identificou atividades suspeitas voltadas ao estabelecimento de acesso remoto, mapeamento do ambiente interno e expansão do acesso para além do sistema inicialmente comprometido. Ao cruzar sinais de cargas de trabalho, processos e rede, os recursos do Akamai Guardicore ajudaram os investigadores a conectar as evidências, permitindo conter o incidente antes que ocorressem impactos operacionais significativos.
A investigação identificou movimentações atípicas envolvendo cargas de trabalho em Linux e OpenShift, além de sistemas Windows na zona desmilitarizada (DMZ). As ações englobaram conexões de saída para infraestrutura de comando e controle (C2) dos invasores, consultas ao Active Directory para identificação de usuários, processos paralelos para acesso remoto e conexões de entrada vindas de endereços IP maliciosos.
Inicialmente registradas como eventos isolados em diferentes sistemas, as atividades foram correlacionadas pela tecnologia da Akamai, que conectou o tráfego de rede, processos e políticas de segmentação para apontar o provável ponto de entrada. A inteligência artificial organizou as evidências e recomendou ações imediatas, enquanto analistas humanos examinaram o servidor web afetado e vincularam a infraestrutura externa à estrutura de C2 utilizada. O cliente confirmou que a resposta rápida foi decisiva para evitar interrupções operacionais.
O caso reforça a importância da segmentação de rede para limitar os caminhos de progressão de um ataque. A solução da Akamai aplica políticas granulares de comunicação que restringem endpoints e cargas de trabalho apenas aos acessos estritamente necessários. Quando configurados corretamente, esses controles impedem que sistemas comprometidos acessem serviços internos não autorizados e travam o avanço de ameaças na infraestrutura corporativa.
A Akamai aponta ainda o uso de tecnologias de engenho (deception) como camada adicional de proteção. O posicionamento estratégico de iscas e recursos falsos permite alertar as equipes de segurança assim que um invasor tenta interagir com elementos aos quais não deveria ter acesso. Embora o recurso não estivesse ativo durante a ocorrência, a técnica oferece visibilidade antecipada sobre etapas de reconhecimento e tentativas de movimentação lateral.
Para prevenir incidentes semelhantes, líderes de segurança devem focar na ampliação da visibilidade, restrição de acessos desnecessários e aceleração no tempo de resposta. As recomendações incluem mapear lacunas de cobertura em sistemas legados, adotar políticas rígidas de acesso mínimo necessário, combinar correlação automatizada via IA com a validação de analistas humanos e posicionar iscas estratégicas para identificar comportamentos anômalos no ambiente.