Tentativas de ciberataques crescem cerca de 30% no mês da Black Friday

Entre os estados mais visados pelos cibercriminosos, São Paulo e Rio de Janeiro se destacaram com mais de 1.4 milhão e 668 mil tentativas de ataques respectivamente

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O mês de novembro de 2016 apresentou um aumento de 28,6% no número de tentativas de ataques cibernéticos em relação a novembro de 2015, período em que ocorreu a Black Friday. Entre os estados mais visados pelos cibercriminosos, São Paulo e Rio de Janeiro se destacaram, com mais de 1.4 milhão e 668 mil tentativas de ataques respectivamente. Os dados são do Mapa de Ameaças Digitais produzido pela PSafe.

 

Logo em seguida, aparecem Minas Gerais (503 mil), Bahia (403 mil) e Pernambuco (322 mil). Juntos, eles somaram mais de 3,3 milhões de tentativas de ataques cibernéticos. Em termos de crescimento no número de ataques em relação ao mesmo período do ano anterior, a Bahia registrou aumento de 49%, seguida do Rio de Janeiro (42%), Minas Gerais (38%), São Paulo (35%) e Pernambuco (32%).

 

“Hackers tendem a aproveitar o momento da Black Friday – em que a maioria dos e-commerce promovem liquidações ao longo do mês e há um aumento significativo de compras online – para intensificar golpes virtuais e enganar os possíveis compradores. Se bem-sucedidos, podem ter acesso a dados pessoais, invadir contas e causar perdas financeiras. Para evitar riscos, é muito importante que o usuário tenha um software de segurança instalado para bloquear esses golpes” analisa Marco DeMello, CEO da PSafe

 

Os ataques por meio de páginas falsas que imitam lojas virtuais verdadeiras ou que fingem ser uma loja que não existe são os mais populares, por serem menos difíceis de serem executados e mais fáceis de viralizarem. Basta que as pessoas compartilhem o link para que outros também acabem caindo no golpe.

 

Mas há também os ataques via aplicativos maliciosos, que muitas vezes se passam por apps conhecidos e cadastram o usuário em serviços pagos de SMS, permitindo que o hacker envie comandos remotos para o celular, entre outros perigos.

 

 

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