Falsa central avança com abordagens sofisticadas e exige alerta dos cliente

Instituição orienta a desconfiar de chamadas ou mensagens que solicitem senhas, códigos iToken, instalação de aplicativos ou transferências para supostas contas seguras

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Com abordagens cada vez mais elaboradas, o golpe da falsa central segue entre as principais modalidades de engenharia social aplicadas contra clientes do sistema financeiro. A abordagem costuma começar com alertas sobre falsas compras suspeitas ou invasões de conta e, em seguida, o estelionatário induz a vítima a fornecer senhas, códigos iToken, baixar aplicativos ou transferir valores para uma “conta de proteção”.

O alerta ocorre em um cenário de alta nas fraudes no país. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Brasil registrou 2,2 milhões de estelionatos em 2025, uma média de quatro casos por minuto. Contudo, pesquisas revelam que até 15% dos adultos já foram vítimas, indicando subnotificação que pode elevar o total para 20 milhões de ocorrências. Já as fraudes puramente digitais superaram 346 mil registros no ano, alta de 20,6%.

“O golpe da falsa central é construído para parecer um contato legítimo. Os criminosos usam dados parciais do cliente, simulam transferências de setor, utilizam música de espera e até mascaram o número de chamada por call spoofing. Por isso, o alerta está no pedido feito: bancos jamais solicitam senhas, iToken, dados do cartão ou transferências para proteger a conta”, afirma Ana Leda Guedes Tavares, superintendente de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco.

A tática combina a autoridade da instituição a uma forte sensação de urgência. Ao acreditar estar lidando com um canal oficial, o cliente é pressionado a agir rapidamente, o que reduz o tempo de reflexão e facilita o compartilhamento de dados ou a realização de transações indevidas.

Para se proteger, o usuário deve interromper a chamada imediatamente ao notar pedidos de senhas, validação biométrica, transferências via Pix para “contas seguras”, instalação de programas de acesso remoto ou exigências de sigilo. Nenhuma dessas solicitações faz parte dos procedimentos do setor bancário.

Em situações de suspeita ou fraude, a orientação é desligar a ligação, contatar o banco pelos canais oficiais do aplicativo ou site, guardar comprovantes para notificação e registrar o Boletim de Ocorrência. Para mitigar esses riscos, o Itaú conta com o Alerta Pix em seu app, ferramenta de inteligência de dados que identifica transações atípicas e exibe avisos antes do envio, criando um tempo de reflexão essencial para a tomada de decisão.

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Rui Borges

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