“Futuro da gestão de riscos é a remediação autônoma”, diz CEO da Qualys

Durante evento da companhia ocorrido hoje (18) em São Paulo, o executivo Sumedh Thakar alertou que o fator determinante no controle de ameaças atualmente é a capacidade de responder ameaças com a mesma agilidade que o cibercrime atua. Essa capacidade exige uma transformação estratégica sobre a forma de detectar vulnerabilidades e corrigi-las

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Quando o board questiona o CISO sobre a capacidade de responder a exposições de vulnerabilidade aceleradas pela IA, a melhor resposta está na possibilidade de remediar na mesma velocidade da exploração. Foi o que defendeu o CEO e Presidente da Qualys, durante seu Keynote de abertura no evento Risk Operations Conference (ROCon) da companhia, ocorrido hoje (18), em São Paulo.

 

Thakar apontou que um dos grandes impactos gerados pelo anúncio recente dos novos agentes de IA como o Claude Mythos está nas capacidades de ampliar a detecção e exploração de vulnerabilidades desconhecidas até o momento pelo mercado, e que a análise ainda demanda tempo para responder. Além disso, a redução do tempo de exploração dessas brechas torna a demanda ainda maior sobre essas correções.

 

“Vivemos uma realidade assimétrica bastante interessante e preocupante, de sorte que o diferencial da resposta bem-sucedida é o quanto podemos reduzir o espaço entre a remediação da brecha e o tempo necessário para ela ser explorada pelo cibercrime. Isso faz, inclusive, com que a exploração de vulnerabilidades se torne o meio mais eficiente de invasão”, acrescenta o executivo.

 

O caminho para essa resposta, portanto, é equilibrar a exploração autônoma de vulnerabilidades com a capacitação de remediação autônoma. Isso é feito a partir de uma absoluta reformulação na forma de se detectar possibilidades de risco e gerenciá-las de acordo com a estratégia estabelecida no que a companhia precisa gerenciar mais, transformando o olhar sobre a superfície de ataque mais focada nos riscos que ela pode correr.

 

O primeiro passo dessa jornada, segundo Thakar, inclui “hiper-priorizar” as brechas existentes no ambiente, segundo critérios de risco ao negócio, contexto, urgência e mesmo demanda pela remediação. Nessa etapa, os times de Cyber precisam considerar que existem tipos diferentes de brechas exploráveis, e conhecer quais perfis são os mais críticos para o negócio auxiliará inclusive em uma resposta mais precisa e automatizada.

 

“Mas para conseguir essa hiper-priorização, é preciso contar com detecção que atue na velocidade da IA. Isso porque não podemos considerar uma estratégia realmente segura atualmente que leve 48 horas para ao menos identificar sua existência. Esse cenário precisa existir não apenas nos ambientes cloud, mas também on premise, aplicações, contêineres, ou qualquer outro modelo de operação e armazenagem utilizada”, disse o CEO.

 

Por fim, o próximo passo é a remediação das vulnerabilidades propriamente ditas, com o suporte das Inteligências Artificiais ligadas ao time de Cyber Security para avançar o mais depressa possível na correção das brechas realmente críticas para o negócio. Thakar reforça, entretanto que cada uma dessas etapas deve contar com a aceleração fornecida pela ferramenta, mas gerenciada por critérios humanos no centro das ações.

 

“O melhor caminho que temos é descobrir as direções para remediar autonomamente as ameaças mais críticas para o negócio, que precisa saber com clareza o potencial de impacto dessas explorações para a geração de valor. Resposta baseadas apenas na capacidade humana são insuficientes na era da IA, e por isso, precisamos contar com a aceleração que a Inteligência Artificial pode nos oferecer”, conclui o executivo.

 

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