Proteção do acesso remoto movimenta mercado de SI

Claudio Bannwart assume hoje (17) como country manager da operação da Netskope no Brasil e enxerga na estratégia de Segurança como Serviço um diferencial para ampliar a proteção dos novos modelos de negócios, pautados na computação em nuvem e home office

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Após nove anos de atuação na Check Point, Claudio Bannwart assume hoje (17) a operação brasileira da Netskope. Em entrevista à Security Report, o executivo destaca a possibilidade de atuar em uma empresa 100% SaaS – com foco em serviços de SASE, Casb e Web Gateway – como um grande diferencial para sua carreira.

 

“O mercado de Segurança da Informação está focado na modalidade de serviços. A computação em nuvem vem avançando nas empresas e a SI tradicional, pautada em perímetro, não atende mais as demandas. Hoje, o acesso remoto e a segurança de aplicações em nuvem são os pontos de mais relevância no setor”, pontua o executivo.

 

Com quase dois anos de pandemia, o acesso remoto veio para ficar e provocou uma verdadeira transformação nas empresas em todo mundo. Mesmo as organizações que planejam uma volta aos escritórios em 2022 estão considerando um modelo híbrido, com colaboradores e terceiros acessando remotamente dados e aplicações, exigindo uma nova postura na proteção de identidade e acessos.

 

“O conceito Zero Trust é a abordagem mais adequada para organizações protegerem o acesso, validarem usuários e máquinas. Muitas brechas e vulnerabilidades acontecem por falta de gerenciamento de postura, ou seja, tudo aquilo que gira em torno do contexto do acesso, de configuração de sistemas. As vulnerabilidades vão continuar aparecendo e as empresas precisam estar preparadas para corrigir rapidamente e controlar melhor os acessos”, acrescenta.

 

O executivo assume a posição para acelerar o crescimento da companhia no Brasil, incluindo ampliar a base de canais e de clientes, ajudando as empresas na jornada da transformação digital de forma segura. A Netskope, com uma operação 100% via canal, atua há cinco anos com estrutura própria no Brasil, conta com 20 profissionais e portfólio já conhecido no mercado nacional. A chegada de Bannwart tem como objetivo ganhar escala em solo brasileiro, atuando com mais proximidade aos canais e ampliando o campo de atuação.

 

Na visão do executivo, a preocupação com a proteção dos dados vem se tornando prioridade para todas as verticais e 2022 vem com grandes desafios de cibersegurança, do ransomware aos ataques mais sofisticados. “É evidente que os investimentos das empresas brasileiras ainda estão muito aquém do nível ideal de proteção, mas hoje está muito superior comparado aos anos anteriores. Nós, temos a missão contínua de educar para que as organizações entendam o risco que estão correndo”, completa.

 

No ano passado, a Netskope captou 300 milhões de dólares em novos investimentos, alcançando uma avaliação em 7,5 bilhões de dólares em cima do rápido crescimento no mercado que os principais analistas estimam ser um total endereçável de 30 bilhões de dólares em 2024.

 

Claudio Bannwart tem mais de 20 anos de experiência no mercado de Segurança da Informação, incluindo atuação em companhias fabricantes, integradoras e clientes finais. Atuou como country manager da Check Point durante os últimos 9 anos, foi diretor de canais na McAfee, diretor na Compugraf e atuou em como gerente de TI no BBVA e Excel Bank.

 

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