A SonicWall confirmou sua participação no Projeto Glasswing, uma iniciativa setorial liderada pela Anthropic para testes defensivos de segurança cibernética. Por meio desse programa, a empresa aplica o Claude Mythos 5 na descoberta de vulnerabilidades e na revisão de código de seus próprios softwares. A meta principal é identificar e corrigir falhas de segurança antes que elas possam ser exploradas por invasores.
A Anthropic lançou o programa justamente para diminuir a vantagem dos cibercriminosos, que já utilizam inteligência artificial para acelerar ataques. Com o Glasswing, os defensores ganham a capacidade de encontrar esses pontos fracos primeiro. “Os fornecedores de Segurança não estão isentos da pressão que todos os fabricantes de software estão enfrentando no momento”, disse Chandro Prasad, diretor de produtos da SonicWall.
“As vulnerabilidades passam da divulgação à exploração mais rapidamente do que a maioria dos ciclos de correção consegue acompanhar”, continuou Prasad. “Participar do Projeto Glasswing oferece à nossa equipe de segurança outra maneira de identificar e corrigir falhas em nosso próprio código, isso é feito antes que um invasor o faça. Esse é o padrão que nos impomos, e esse programa é uma forma significativa de elevá-lo ainda mais.”
Como parte da iniciativa, a equipe de pesquisa da SonicWall incorporou o modelo de IA diretamente em seus fluxos de trabalho de testes defensivos. Em paralelo, os especialistas da companhia compartilham descobertas e melhores práticas com a Anthropic. Essa troca ajuda a refinar a estrutura tecnológica e beneficia toda a comunidade de segurança cibernética.
“Os invasores já compartilham ferramentas e técnicas em grande escala, e é hora de os defensores fazerem o mesmo”, concluiu Prasad. “Programas como o Glasswing funcionam porque os participantes se comprometem a repassar o que aprendem em nome de um bem maior. Fica no passado usar o acesso a uma plataforma de Frontier AI Model para seu próprio benefício.”