Pesquisadores de Cibersegurança identificaram uma nova variante do Python NodeStealer que ampliou a coleta de informações do Facebook e passou a reunir dados sobre administradores de contas. O malware agregou funções de spyware ao registrar teclas digitadas, monitorar a área de transferência e fazer capturas de tela, enviando o conteúdo roubado por meio de dois bots do Telegram.
Um dos bots concentra credenciais, senhas e cookies dos navegadores, enquanto o outro recebe dados extraídos do Facebook. A ameaça busca ainda senhas de redes Wi-Fi, arquivos da pasta de imagens e dados de navegadores adicionais. O roubo de credenciais direcionado visa ampliar o valor do material para revenda e facilitar o sequestro de páginas corporativas e pessoais.
A nova variante ampliou o acesso à Graph API do Facebook de 2 para mais de 20 pontos de consulta (endpoints). O acesso expandido permite capturar informações sobre identidade, amigos, publicações, páginas administradas, campanhas publicitárias, atividades comerciais e segurança. Segundo os especialistas, os dados coletados servem para tomar o controle de contas em diferentes plataformas e aplicar golpes personificando as vítimas.
A análise encontrou indícios de que as novas funções foram desenvolvidas com apoio de inteligência artificial. Entre os sinais estão o uso sistemático de emojis nos registros do programa e chamadas de código estruturadas de forma idêntica, padrões ausentes nas versões anteriores. As vítimas mapeadas estavam concentradas na Ásia e América do Norte, com maior incidência no setor de serviços financeiros.
“Esse tipo de ameaça pode afetar contas em qualquer parte do mundo e exige atenção também no Brasil. Para os usuários, o cuidado começa com a autenticação multifatorial, a revisão dos acessos ativos e a atenção a atividades que não reconhecem. Para as empresas, é importante definir quem realmente precisa de permissões administrativas e acompanhar o uso dessas contas. Quanto maior o acesso a dados e recursos, maior precisa ser a capacidade de controle”, diz Claudio Bannwart, country manager da Netskope no Brasil.