Mês da Cibersegurança: Brasil lidera índice de boas práticas na América Latina

O Brasil é o único país sul-americano com alta pontuação em maturidade de cibersegurança a representar o continente nos cinco requisitos avaliados pelo índice, devido à capacitação de profissionais em segurança digital e monitoramento de ameaças na rede acadêmica

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Desde que o governo dos Estados Unidos instituiu, em 2004, o mês de outubro como o período oficial de conscientização sobre cibersegurança, o Brasil lidera os esforços e as boas práticas na América Latina. Na 5ª edição do Índice Global de Cibersegurança (GCI), divulgado em setembro, passou a integrar a lista de países-modelo em cibersegurança no mundo.

O Brasil é o único país sul-americano com alta pontuação em maturidade de cibersegurança a representar o continente nos cinco requisitos avaliados pelo índice: legal, técnico, organizacional, capacidade de desenvolvimento e cooperação.

Neste contexto, o Índice Global já destacou em suas edições algumas boas práticas de organizações que impulsionam a agenda nacional de cibersegurança. Entre elas, a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), que tem como um de seus papéis desenvolver iniciativas para fortalecer a segurança digital do país.

Este ano, a RNP, em parceria com Softex e Senai-SP, começou um dos maiores programas de capacitação em cibersegurança, o Hackers do Bem. Em meio à transformação digital e o aumento da demanda por segurança cibernética, a iniciativa busca enfrentar o déficit de profissionais na área. Com mais de 100 mil inscritos nos primeiros meses, a meta é formar 30 mil novos profissionais até 2025.

Para fortalecer ainda mais o ecossistema de cibersegurança no país, a RNP lançou, em agosto, o Hub Hackers do Bem, que reúne especialistas e entusiastas para compartilhar conhecimento e desenvolver soluções em cibersegurança.

“A ideia é que qualquer pessoa possa acessar o ambiente do Hub e interagir com uma comunidade engajada em tirar dúvidas, capacitar e informar sobre tudo relacionado à cibersegurança. A educação é a chave para atingirmos cada vez mais pessoas, seja para ajudar na formação de um profissional da área ou, simplesmente, informar a população sobre os riscos cibernéticos”, explica Christian Gonzáles, coordenador de cibersegurança da RNP.

 

O Hackers do Bem é a iniciativa mais recente na área, mas a atuação da RNP tem origem no CAIS – área de inteligência em cibersegurança da organização. Criado há 26 anos, ele funciona como uma força-tarefa para atuar na prevenção, proteção e conscientização em segurança nas instituições conectadas à RNP. Hoje, o CAIS é responsável, por exemplo, por detectar e responder a ameaças na rede acadêmica e por disseminar boas práticas de segurança entre universidades e centros de pesquisa.

Outra iniciativa que veio para somar ao trabalho do CAIS é o Centro de Operações em Segurança (SOC). Lançado em 2023, o SOC monitora e responde a ataques cibernéticos em tempo real, além de oferecer suporte na identificação e mitigação de ameaças digitais. Todas essas soluções desenvolvidas pela RNP garantem segurança para o ambiente acadêmico brasileiro. O Sistema RNP atende mais de 500 instituições e 3 milhões de usuários, entre pesquisadores, professores e alunos de graduação e pós-graduação.

“Os desafios da segurança cibernética têm evoluído a passos largos, o que exige uma atuação holística e incremental, capaz de proteger e elevar a resiliência cibernética das organizações. Nós temos trabalhado para contribuir com o aumento do nível de maturidade com uma série de ações, aliando o desenvolvimento de capacidades com uma maior aproximação e cooperação com a comunidade”, afirma Emilio Nakamura, diretor-adjunto de cibersegurança da RNP.

 

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