“Agenda de SI no sistema financeiro não tem um ponto final”, diz BACEN

Na abertura da FEBRABAN TECH 2026, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que medidas de combate a fraudes, Cibersegurança e proteção do sistema financeiro precisarão ser continuamente aprimoradas diante da evolução tecnológica

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, fez a abertura da FEBRABAN TECH 2026 nesta segunda-feira (24) afirmando que a agenda de Cibersegurança e Segurança da Informação não tem um ponto final. Segundo ele, o avanço tecnológico exigirá a adoção contínua de medidas voltadas à prevenção de fraudes, à Cibersegurança e ao fortalecimento dos mecanismos de proteção do setor.
 

“A evolução das tecnologias também traz novos riscos e desafios, demandando atualizações permanentes no arcabouço regulatório. Com isso, é natural que surjam novas ameaças, modalidades de fraude e formas de ataque. Precisamos atualizar nosso arcabouço legal para garantir maior proteção diante desses desafios”, afirmou.  

Segundo o presidente do BC, as medidas adotadas para ampliar a estabilidade e a Segurança do sistema financeiro também mostraram que não há uma dicotomia entre Segurança, estabilidade e competição. A avaliação é que instituições podem competir por meio de inovação e melhores serviços sem que isso signifique assumir riscos inadequados.  

  

Segurança como agenda contínua  

  

Galípolo afirmou que as medidas de Segurança precisam continuar avançando diante do surgimento de novas formas de fraude e ataque, e que a atualização do arcabouço regulatório faz parte desse processo.  

 

A preocupação ganha relevância em um sistema financeiro cada vez mais digital. Em sua apresentação, Galípolo lembrou que a eficiência tecnológica é uma característica construída historicamente pelo setor financeiro brasileiro e citou o Pix como um dos principais resultados dessa trajetória. Em 2025, foram cerca de 80 bilhões de transações realizadas pela plataforma, que movimentaram R$ 35 trilhões.  

  

Na abertura do evento, Denise Perotti, diretora-adjunta da presidência e de eventos da FEBRABAN, contextualizou essa trajetória, que passou pela digitalização, evolução dos meios de pagamento, open finance, Cibersegurança e, mais recentemente, Inteligência Artificial. A programação de 2026 também reflete essa transformação, reunindo diferentes setores em torno dos desafios tecnológicos do sistema financeiro.  

  

“Essas medidas vão ter que continuar sendo tomadas em todas as questões de fraude, Cibersegurança, FGC. É uma agenda contínua”, concluiu. 

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