O CESAR, centro de inovação e conhecimento, foi confirmado como um dos hubs do Exercício Guardião Cibernético 2026 (EGC 2026), o maior treinamento de Segurança Digital do Hemisfério Sul. A escolha reforça o protagonismo da capital pernambucana e do CISSA, Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética operado pelo CESAR, integrando Forças Armadas, governo, academia e setor produtivo na proteção de infraestruturas críticas do país.
Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, o exercício anual reunirá cerca de 240 organizações, incluindo órgãos governamentais, agências reguladoras e operadoras de setores essenciais como energia, água, telecomunicações e finanças. Programada para ocorrer de 21 a 25 de setembro, a iniciativa simulará ataques em larga escala para testar a resposta do país, combinando gestão de crises para lideranças e treinamentos práticos para equipes técnicas.
“O CESAR é uma referência aqui na região e é uma forma que as Forças encontraram de estar mais próximas da indústria, dos serviços e do comércio no Nordeste. Nós trouxemos o Exercício Guardião para diversas regiões do país e, aqui em Recife, o CESAR foi uma escolha natural nesse processo de aproximação com os serviços e as indústrias da região”, destaca o General de Divisão Jacy Barbosa Junior, Comandante Cibernético.
Com o objetivo de elevar a resiliência digital do Brasil, o EGC 2026 terá Brasília como sede principal e hubs estratégicos em Manaus, Belém, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, descentralizando as atividades pelo território nacional. Considerado uma ferramenta essencial de integração entre o Ministério da Defesa, empresas e o ecossistema de inovação, o exercício consolida a cooperação necessária para mitigar vulnerabilidades sistêmicas.
A escolha do CESAR para sediar o hub pernambucano se deve diretamente à operação do CISSA, único Centro de Competência em Cibersegurança credenciado pela Embrapii no país. Obtido em 2024, o credenciamento insere a instituição em um modelo focado em impulsionar o conhecimento e a inovação tecnológica no Brasil por meio de pesquisas científicas profundas (deep science) aplicadas a projetos de PD&I.
O centro atua em frentes que englobam pesquisa, capacitação de talentos, aceleração de startups e conexão entre setores público e privado, abrangendo desde privacidade de dados até inteligência de ameaças. Entre os parceiros institucionais do CISSA estão o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e a ABIN, além de um conselho consultivo composto por representantes do CESAR, Embrapii, MCTI, Febraban e Google.
“Estar entre os anfitriões participantes do Guardião Cibernético é o reconhecimento de um trabalho que o CESAR vem construindo e um marco para o CISSA. Coloca Recife no centro de um dos maiores exercícios de defesa cibernética do mundo e reforça o papel do CISSA nesse campo”, afirma Georgia Barbosa, gerente executiva do CISSA.
A parceria ganha relevância diante do crescimento e sofisticação de ataques globais a setores como energia, água e finanças. A união entre a inteligência das Forças Armadas e a expertise científica do CISSA amplia o potencial do Brasil para prever e mitigar riscos digitais de alta complexidade, ao mesmo tempo em que fomenta a formação de novos especialistas e gera conhecimento estratégico aplicado à área de Cibersegurança nacional.