As pequenas e médias empresas brasileiras enfrentam desafios cada vez maiores na gestão de riscos: garantir a continuidade das operações diante do avanço dos ataques cibernéticos. Segundo levantamento da Check Point Research, organizações brasileiras sofreram, em média, 3.520 tentativas de ataques por semana em 2025, um dos maiores índices do mundo. Já dados da Cisco revelam que 60% das pequenas empresas encerram suas atividades em até seis meses após sofrerem um ataque cibernético grave.
O cenário acende um alerta para os impactos que esses incidentes causam na rotina corporativa que, com atividades dependentes de sistemas, aplicativos, plataformas digitais e meios eletrônicos de pagamento, a interrupção gera prejuízos imediatos. O problema afeta diretamente o faturamento, o relacionamento com clientes e, em casos mais severos, a própria sobrevivência da empresa no mercado.
Para Emerson Nagata, Superintendente Executivo de Negócios e Soluções PJ da Brasilseg, os números refletem uma mudança importante na percepção de risco dos empresários. “Para muitas pequenas empresas, o maior prejuízo não está necessariamente no ataque em si, mas no período em que a operação permanece paralisada. Quando vendas, pagamentos, comunicação com clientes e sistemas de gestão dependem do ambiente digital, qualquer interrupção pode gerar impactos diretos no faturamento e na capacidade de manter o negócio funcionando”, afirma.
Diferentemente das grandes corporações, que contam com equipes especializadas e estruturas redundantes, as PMEs operam com recursos limitados e menor capacidade de reação em crises digitais. Além disso, práticas comuns nesse segmento, como o compartilhamento de acessos, o uso de redes desprotegidas, sistemas desatualizados e a baixa capacitação para identificar golpes aumentam consideravelmente a exposição aos riscos cibernéticos e seus impactos sobre as operações.
Nesse contexto, a proteção cibernética se torna uma importante aliada da estratégia de gestão de riscos. À medida que as empresas dependem de plataformas de vendas e canais digitais de relacionamento, cresce a demanda por mecanismos capazes de reduzir os impactos de incidentes e garantir agilidade na retomada das atividades.
A tendência é que a segurança digital ocupe um espaço cada vez mais relevante na governança corporativa. “A continuidade dos negócios depende cada vez mais da capacidade de responder rapidamente a incidentes que afetem sistemas, dados e canais digitais”, conclui o executivo da Brasilseg.