A Copa Energia se consolidou como uma das organizações mais importantes do setor de insumos de energia brasileiro após a fusão entre Copagaz e a Liquigás. Apesar de a fusão ter condensado quase 25% do market share do país, ela também trouxe desafios relacionados à gestão do complexo ambiente digital de ambas as organizações, sendo necessário reforçar a parceria estratégica de mais de uma década entre a organização e a Betta Global Partner.
Conforme explicam os executivos de Segurança Cibernética de ambas as organizações, em entrevista exclusiva para a Security Report, o desafio central desse novo momento envolvia gerenciar dois parques tecnológicos com legados internos, bem como gerenciar duas culturas de proteção diversas, além de padronizar preparações dos usuários diante de eventuais ameaças no contexto digital da Copa.
“De início, já lidávamos com um cenário bastante específico em relação à proteção de legado e risco humano no nosso ambiente. Porém, tivemos que revisar essa percepção tanto com a chegada da estrutura da Liquigás, quanto pelas diversas mudanças na superfície de ameaças atual, que se tornou mais acelerada e direcionada para comprometer a atividade do indivíduo na rede”, explica Carla Batistella, Gerente de Segurança da Informação da Copa Energia.
Carla aponta ainda que a mudança na estrutura de investimentos que a companhia passou a ter viabilizou também um acréscimo nos recursos disponíveis para essa transformação. Isso nasce de uma atenção aprofundada do board sobre o valor da Cibersegurança para a continuidade do negócio, alinhada a demanda por um maior padrão de maturidade Cyber para a empresa.
Nesse sentido, o time de SI da Copa buscou fortalecer a aliança de mais de uma década formada com a Betta, em especial nos campos de gestão de risco e resposta a possíveis incidentes. Nesse contexto, a estratégia inicial foi aplicar o serviço de complete da CrowdStrike, com vistas a ampliar a adequação da Copa com os melhores frameworks de padrões de Cyber, como o NIST.
“Nessas situações, saber priorizar os ativos críticos é fundamental para alinhar uma estratégia que mitigue riscos. Portanto, nosso projeto contou com um assessment direto do business, para entendermos o ambiente e aplicar as novas ferramentas de SI, o que é feito a partir da união de um time de cyber que conhece o negócio e uma consultoria que conheça a ferramenta aplicada”, comenta Caio Abade, Head de Cybersecurity da Betta Global Partner.
O resultado foi uma infraestrutura digital amplamente resiliente em todos os espaços de maior valor para a Copa, garantindo uma eficiência de monitoramento e resposta muito além do que os processo tradicionais de controle eram capazes de oferecer. “A partir disso, pudemos demonstrar os ganhos de valor a partir dos resultados da solução. Nosso sucesso nesses frameworks dão a resposta que o board precisa ter”, disse a Gerente de SI.
Agora, os olhares das empresas parceiras focam nos próximos passos, especialmente movimentados pelas transformações tecnológicas oferecidas pela Inteligência Artificial, que tem gerado mudanças importantes também dentro da Copa Energia. Nessa expectativa, reforçar ainda mais a proteção do usuário será uma das prioridades da organização.
“A visão sobre IA tem crescido bastante dentro da Copa e fora dela também. O avanço dessa tecnologia é bastante rápido, e demanda que a Cyber esteja atenta a eventuais desafios que ela possa oferecer também, sem deixar que isso gere impacto para o próprio negócio. Para esse olhar, vamos contar ainda mais com a inteligência de risco que a Betta pode nos oferecer, a partir dessa parceria”, concluiu Carla Batistella.