O que o aculturamento em SI dos colaboradores de uma empresa pode representar para o sucesso estratégico de uma companhia? Na jornada da Copa Energia para ampliar suas capacidades de proteção no ciberespaço atual, equilibrar modos diversos de gestão de pessoas e tecnologias foi fundamental para garantir um novo patamar de maturidade cibernética e possibilidade de se manter resiliente mesmo em contextos desafiadores.
Segundo a Gerente de Segurança da Informação da Copa, Carla Batistella, na vertical industrial, uma cultura padronizada de Cibersegurança tende a ser um dos grandes desafios enfrentados pelos times de SI. No caso dela, havia uma demanda importante em levar esse tipo de saber para as camadas mais operacionais da geração de valor.
“A Copa Energia nasceu da união entre a Copagáz e a Liquigás, dois nomes importantes do setor energético, porém com burocracias e processos bastante diferentes entre si. Além disso, essa necessidade se fazia ainda maior nas pontas da operação, em centros operacionais que ainda não contavam com um alcance direto da Cibersegurança”, explicou Carla durante entrevista sobre o tema à Security Report.
Com vistas a encarar esse desafio, Carla aplicou aprendizados e soft skills que ela desenvolveu durante sua carreira no setor de Cibersegurança de outras organizações industriais e consultorias voltadas à SI. Essa jornada ofereceu a ela uma bagagem para compreender melhor os negócios das empresas e como é possível vincular essa geração de valor com boas práticas de Segurança aplicadas pela força de trabalho aculturada.
A ideia inicial foi reunir as lideranças do negócio de forma a entender as dores enfrentadas no meio digital e como eles esperavam que a SI poderia dar o suporte adequado para as atividades deles. A partir desse conhecimento inicial, o time de Cyber de Carla agia para buscar respostas criativas e capazes de fornecer o resultado que o negócio demandavam, mas contando com bases bem fundamentadas de proteção.
Esse contato foi expandido deste os setores mais operacionais até os times de Tecnologia da Informação, que contam inclusive com encontros semanais de alinhamento para tratar exclusivamente de temas relacionados à Cyber. Essa aproximação entre os departamentos, segundo Carla, permitiu tanto ao negócio reconhecer as boas práticas de SI e desenvolver noções de responsabilidade compartilhada, quanto à própria Segurança desenvolver soft skills relacionadas à comunicação e ao entendimento da estrutura corporativa.
“Podemos perceber como os departamentos da empresa entendem a Segurança de uma forma diferente, hoje. A área de Cibersegurança passou a ter um papel importante no sucesso da Copa, de modo que recebemos frequentemente contatos das outras áreas, pedindo ajuda e esclarecimentos sobre dificuldades que elas eventualmente tenham. Criamos um cruzamento de contatos que só tem fortalecido a proteção e o avanço do business”, reforça ela.
Carla comenta ainda que esse processo de resposta chegou aos olhos da alta gestão de forma muito positiva, reafirmado os benefícios palpáveis desse alinhamento cada vez mais amplo. Dessa forma, a empresa passou a se ver mais preparada para encarar desafios relacionados às transformações digitais, como expansão do uso da Inteligência Artificial ou mesmo melhor controle sobre a proteção de dados de clientes, parceiros e colaboradores.