Campanhas maliciosas usam novamente nome de transportadora, afirma pesquisa

Pesquisa revela que em campanhas maliciosas criminosos enviam mensagens com links personalizados para induzir pessoas a fornecer dados pessoais e pagar taxas falsas como se fossem transportadoras

Compartilhar:

A Kaspersky acaba de identificar uma nova campanha maliciosa ativa que explora a credibilidade de selos de verificação no WhatsApp e utiliza selo de verificação de transportadora famosa para aplicar golpes financeiros. Segundo a pesquisa o esquema utiliza dados pessoais de possíveis vazamentos para transmitir mais veracidade ao esquema. Veja mais detalhes abaixo e como se proteger.

 

O estudo revelou que nesse esquema os criminosos enviam mensagens pelo WhatsApp de uma conta verificada de uma transportadora famosa, que parece confiável, incluindo um link personalizado com o número de telefone da pessoa e uma mensagem cobrando o pagamento de uma taxa para liberar a encomenda. Ao clicar no link, a página, que simula o site oficial da transportadora, mostra informações pessoais da vítima — como nome, endereço e telefone — dando a impressão de que a mensagem é legítima e relacionada a uma encomenda real.

 

Em seguida, os golpistas solicitam que a vítima efetue o pagamento da taxa via PIX ou forneça dados financeiros, como informações de cartão ou conta bancária, para “liberar” a encomenda ou serviço. Segundo os especialistas, na prática, não existe cobrança legítima: todo o esquema tem o objetivo de enganar e roubar dinheiro ou dados pessoais. Um dos sinais de alerta, em casos como este, é o uso exclusivo do PIX para pagamento, já que transportadoras reais costumam oferecer diferentes formas de pagamento aos consumidores.

 

“Para reforçar a credibilidade, os golpistas utilizam contas com selo de verificação, que transmite confiança, mas pode ser adquirido mediante pagamento. Eles exploram a confiança que usuários depositam em selos e marcas conhecidas. Porém, não foi possível verificar a origem dos dados, se vieram de vazamento de varejistas ou de transportadoras. Como há muitos incidentes de vazamentos de dados no Brasil, é sempre difícil confirmar a origem exata. Neste caso, a melhor defesa é o senso crítico: sempre confirme informações por canais oficiais antes de clicar em links ou enviar dinheiro”, alerta Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.

 

A Kaspersky reforça que essas fraudes, que utilizam dados reais das vítimas, aumentando a credibilidade do golpe e dificultando sua identificação, se somam ao crescimento de ataques automatizados por Inteligência Artificial. As mensagens são cada vez mais convincentes, sem erros, e vêm acompanhadas de páginas falsas que imitam sites oficiais, tornando a detecção das fraudes ainda mais difícil. Até o momento, não foi possível verificar a origem desses dados.

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

TIVIT adota detecção de injeção biométrica para barrar deepfakes e fraudes ocultas em bancos

Tecnologia revela tentativas de ataques com IA que eram aprovadas como acessos legítimos pelos sistemas tradicionais de autenticação
Security Report | Overview

Ataques de ransomware no Brasil sobem pelo 3º mês e país se consolida no Top 6 mundial

Agosto registra pico global de 1.212 ciberataques corporativos nos últimos 12 meses, impulsionado pela expansão de ofensivas contra os setores...
Security Report | Overview

Falha no ChatGPT permitia que atacantes acessassem dados corporativos no Gmail

Pesquisadores da Check Point Research descobrem canal oculto no ambiente da OpenAI que permitia extrair dados de serviços conectados como...
Security Report | Overview

Phantom Deal: golpe de M&A falso teve como alvo Avast e outras empresas da Fortune 500

Engenharia social sofisticada simulou aquisição confidencial de mais de 600 mil euros utilizando personificação de executivos e NDAs falsificados no...