Malwares Bancários: aplicativos espiões ganham força no cibercrime

Criminosos utilizam técnicas de engenharia social para infectar dispositivos móveis, assumir o controle dos aparelhos e realizar movimentações financeiras sem o consentimento das vítimas

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Um tipo de software malicioso tem acendido o alerta de especialistas de Cibersegurança: o malware bancário. Projetado para invadir e roubar dados de celulares e computadores, esse programa concede aos criminosos o controle do dispositivo infectado. Diferente de fraudes convencionais de falsidade ideológica, a vítima é induzida a baixar um aplicativo espião que libera acesso total a contas, mensagens e informações pessoais. 

  

O golpe costuma ser aplicado via engenharia social, criminosos iniciam o contato direto por mensagens de texto, chamadas ou WhatsApp, apresentando-se como representantes de empresas conhecidas para gerar urgência e falsa Segurança. Em seguida, orientam a vítima a clicar em links ou instalar arquivos fora das lojas oficiais de aplicativos, assumindo a gestão remota do aparelho e realizando transferências e empréstimos em poucos minutos. 

  

A infecção do dispositivo pode ser percebida por sinais operacionais e comportamentais, como: lentidão excessiva, superaquecimento, esgotamento rápido da bateria, reinicializações repentinas, envio automático de mensagens e o surgimento de aplicativos desconhecidos são indícios de invasão. O alerta também se aplica a solicitações atípicas de permissão no sistema, especialmente o uso indevido de recursos de acessibilidade para capturar dados digitados na tela. 

  

“Se você perceber comportamentos anormais ou sentir que perdeu o controle do seu aparelho, principalmente após clicar em links desconhecidos ou instalar aplicativos fora das lojas oficiais, o mais seguro é restaurar o dispositivo para as configurações de fábrica. Essa medida ajuda a remover aplicativos ocultos, eliminar permissões indevidas e reduzir o risco de o malware continuar ativo”, orienta Rodrigo Fernandes, Supervisor de Prevenção à Fraude da DM. 

  

A prevenção exige cautela constante no uso de tecnologias móveis, o especialista recomenda nunca baixar sistemas fora da App Store ou Google Play, evitar a concessão de acessos remotos durante chamadas telefônicas e desconfiar de abordagens não solicitadas, mesmo que venham de contatos conhecidos. A regra central é jamais realizar instalações ou atualizações orientadas por terceiros. 

  

“Entre em contato com o seu banco ou com a sua instituição financeira pelos canais oficiais para informar o ocorrido e tentar bloquear movimentações. Em seguida, altere suas senhas, principalmente de aplicativos bancários e e-mail, para recuperar o controle dos acessos. Se houver suspeita de instalação de aplicativo malicioso, considere restaurar o dispositivo para as configurações de fábrica. Além disso, é recomendado registrar um boletim de ocorrência, que pode ajudar no acompanhamento do caso”, aconselha Fernandes. 

 

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Rui Borges

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