Pesquisadores da Gen, empresa responsável pela Avast, publicaram um novo estudo que revela a dimensão da atividade maliciosa circulando por redes de proxy residencial. Desde o início do ano, foram detectados 7,4 milhões de incidentes, incluindo ataques de phishing, anúncios maliciosos, fraudes financeiras e malware, todos roteados por endereços IP de consumidores comuns. A ação abusiva já afetou 572 mil usuários globalmente, colocando o Brasil como o terceiro país mais atingido do mundo.
Um proxy residencial é uma conexão de internet, tipicamente um notebook doméstico, smartphone, smart TV ou roteador, integrada a uma rede comercial de terceiros para rotear o tráfego de outra pessoa. Embora a tecnologia em si não seja criminosa, esses dados comprovam que ela se tornou um vetor ideal para golpes digitais. Como o tráfego passa por IPs residenciais reais, os sistemas de Segurança não conseguem bloqueá-los sem impedir o acesso de usuários legítimos.
Esse cenário transforma as conexões domésticas no disfarce perfeito para campanhas de phishing em larga escala, ataques de credential stuffing (preenchimento de credenciais), fraudes de anúncios e raspagem de dados (scraping). Dessa forma, os consumidores acabam transportando o tráfego dessas ameaças sem saber. Para os usuários, os riscos são tangíveis e afetam diretamente o cotidiano.
Os abusos realizados por meio de um IP residencial podem desencadear notificações do provedor de internet, banimentos de plataformas digitais e até mesmo investigações de autoridades, já que os ataques parecem originar-se da residência da vítima. Além disso, a prática deixa as redes domésticas mais lentas, consome largura de banda e prejudica a reputação do endereço IP junto a bancos, varejistas e serviços de streaming.