Telegram volta a funcionar no Brasil após Justiça cassar liminar

Compartilhar:

Apesar do funcionamento do aplicativo de mensagens no país, multa de R$ 1 milhão diária pela plataforma não ceder informações sobre grupos está mantida. Desembargador lembrou que, historicamente, o Telegram possui embates com o Poder Judiciário por não atender às solicitações das autoridades brasileiras



O Telegram voltou a funcionar para alguns usuários na noite do último sábado (29), após a Justiça cassar a liminar que suspendeu o aplicativo de mensagens em todo o país. O desembargador federal Flávio Lucas, da 2ª Turma Especializada do TRF-2, derrubou parcialmente a liminar que determinava a suspensão temporária do aplicativo Telegram no Brasil.



De acordo com o desembargador, a suspensão completa do aplicativo “não guarda razoabilidade, considerando a afetação ampla em todo território nacional da liberdade de comunicação de milhares de pessoas absolutamente estranhas aos fatos sob apuração”.



O magistrado, no entanto, manteve a multa diária de R$ 1 milhão aplicada pela primeira instância, pelo descumprimento da determinação de fornecer os dados de usuários de canais com conteúdo neonazista. O mérito do mandado de segurança ainda deverá ser julgado pelo TRF-2.



Na decisão, o desembargador lembra: “O Telegram tem tido historicamente embates com o Poder Judiciário justamente por não atender às solicitações das autoridades brasileiras na tentativa de proteger os usuários”, pontua.



Telegram recorreu

Na última quinta-feira (27), Pavel Durov, cofundador do Telegram, afirmou que a Justiça brasileira ordenou a entrega de dados impossíveis de serem coletados. A mensagem foi recebida por usuários no Brasil ainda na tarde de ontem, mesmo com o serviço suspenso no país.



“No Brasil, um tribunal solicitou dados que são tecnologicamente impossíveis de obter. Estamos recorrendo da decisão e aguardando a resolução final. Não importa o custo, defenderemos nossos usuários no Brasil e o direito à comunicação privada”, afirmou Durov em seu canal no aplicativo. A Polícia Federal diz que a demora do Telegram em fornecer os dados permitiu a exclusão de grupos neonazistas que estão sob investigação.



De acordo com o executivo, quando leis locais vão contra a missão do Telegram, o aplicativo precisa deixar esses mercados. “No passado, países como China, Irã e Rússia proibiram o Telegram devido à nossa posição de princípio sobre a questão dos direitos humanos. Tais eventos, embora infelizes, ainda são preferíveis à traição de nossos usuários e às crenças nas quais fomos fundados”, comentou.



*Com informações do G1


Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Bancos destinam R$ 5 bilhões à Cibersegurança

Valor representa cerca de 10% do orçamento total de tecnologia do setor, estimado em R$ 50 bilhões para o ano...
Security Report | Destaques

“Agenda de SI no sistema financeiro não tem um ponto final”, diz BACEN

Na abertura da FEBRABAN TECH 2026, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que medidas de combate a fraudes, Cibersegurança...
Security Report | Destaques

“Desenvolvemos mais rápido, mas a Segurança ainda está lenta”

Com agentes de IA colocando capacidades de desenvolvimento nas mãos das áreas de negócio, CISOs discutem como equilibrar agilidade, riscos...
Security Report | Destaques

TV Security debate os riscos invisíveis e a governança diante da expansão da IA nas áreas de negócio

Programa promovido em parceria com a Delphix analisa o impacto do novo perfil do "colaborador desenvolvedor" e como equilibrar inovação...