Risco de fraude no e-commerce supera em 8,3% a média anual no Dia das Mães

Nas duas semanas que antecederam a data em 2025, foram registradas cerca de 6,8 mil tentativas de golpe por dia, média de 5 por minuto, com prejuízo potencial de R$ 114,9 milhões

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Um levantamento da Serasa Experian revela que entre 27 de abril e 11 de maio de 2025 foram registradas 102,7 mil tentativas de fraude no e-commerce nacional. O volume médio de 6,8 mil ocorrências diárias poderia ter causado um prejuízo de R$ 114,9 milhões a consumidores e empresas, caso as investidas não tivessem sido barradas.

 

O período registrou o maior risco proporcional de fraude entre as principais datas comemorativas do varejo no ano passado, com uma taxa de 1,3%, o equivalente a 13 tentativas a cada mil pedidos, o índice ficou acima da média anual do setor, de 1,2%. O dado revela uma pressão de tentativas de golpe 8,3% superior à observada ao longo de todo o ano de 2025. 

  

Segundo Rodrigo Sanchez, Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, datas promocionais como o Dia das Mães combinam fatores que interessam diretamente aos fraudadores, como o maior volume de transações, o senso de urgência do consumidor e operações mais pressionadas nas empresas.

 

Sanchez afirma que os dados do levantamento reforçam que o ambiente digital na data se torna ainda mais atraente para o crime. “Nesse cenário, os golpistas exploram desde ofertas falsas, links maliciosos e roubo de dados de pessoas físicas até cadastros irregulares, identidades sintéticas, compras fraudulentas e chargebacks que afetam a operação e a receita das empresas”, explica o diretor. 

  

Para mitigar esses riscos, a prevenção deve avançar tanto na educação do consumidor quanto na adoção de tecnologias antifraude em camadas pelas empresas, os consumidores devem desconfiar de promoções com preços muito abaixo do mercado, principalmente em anúncios de redes sociais, e sempre confirmar se o site é oficial antes de finalizar a compra.

 

É fundamental não compartilhar senhas ou códigos de autenticação fora de ambientes seguros e evitar clicar em links recebidos por SMS ou WhatsApp sem verificar a procedência. Antes de realizar um Pix, deve-se confirmar os dados do recebedor e monitorar o CPF com frequência para identificar rapidamente qualquer uso indevido de dados. 

  

Do lado das empresas, a recomendação é adotar credenciais autenticadas e reforçar soluções de prevenção em camadas, combinando tecnologias de biometria e checagem de dispositivos, especialmente nos momentos de pico. É necessário ajustar as regras de risco para identificar comportamentos fora do padrão, como cadastros suspeitos e aumento de chargebacks, e manter uma comunicação clara com o cliente sobre os canais oficiais ajuda a reduzir a ação de sites falsos. O desafio final das companhias é equilibrar a segurança com a experiência do usuário, garantindo jornadas fluidas para clientes legítimos e barreiras robustas diante de qualquer sinal de fraude. 

 

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