Ciber-Resiliência: WEF reforça papel da SI na proteção de ativos industriais críticos

Relatório Cybersecurity Outlook mostra que, apesar dos avanços, falhas em governança, supply chain e ambientes OT ampliam riscos financeiros e reputacionais, exigindo maior atenção das empresas e times de Cyber à capacidade de resistência do negócio. Este tema também será pauta de destaque no Security Leaders Belo Horizonte 2026

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O Cybersecurity Outlook de 2026, do Fórum Econômico Mundial, trouxe entre os temas essenciais para o futuro da Segurança da Informação os impactos da resiliência cibernética na geração de valor dos negócios. Isso porque, mesmo com crescimentos expressivos na capacidade de resistência aos incidentes, os impactos nas atividades operacionais da indústria seguem gerando desafios monetários e reputacionais difíceis de se recuperar.

 

De acordo com o estudo, a taxa de empresas que desenvolveram uma Ciber-Resiliência além do requerido subiu dez pontos percentuais desde 2025, alcançando a marca de 19% neste novo registro. Apesar desse aumento, questões como rápido desenvolvimento das tecnologias emergentes, vulnerabilidades no supply chain e carências nas capacitações da mão de obra existente ampliaram as possibilidades de incidentes ainda mais devastadores.

 

Entre os exemplos citados pelo WEF estão os ataques disruptivos ocorridos em empresas como Harrods, Marks and Spencer, ou mesmo a Jaguar Land Rover, que viu sua atividade produtiva paralisar em todo o mundo devido a um incidente de SI. Tais cenários demonstraram como a Cibersegurança está interconectada com um panorama econômico mais amplo, gerando perdas financeiras tanto à empresas quanto às economias nacionais.

 

“A Ciber-Resiliência é a chave para resguardar o valor econômico de países e companhias no futuro próximo, pois ela é o diferencial para uma organização de minimizar o impacto de incidentes de Segurança sobre as suas principais metas e objetivos. As decisões sobre quanto investir na proteção de ativos digitais tornaram-se escolhas financeiras que moldam a resiliência, a competitividade e a trajetória de crescimento de uma empresa”, acrescenta.

 

Dentro desse contexto, a convergência entre os ambientes Informacionais e Operacionais – IT e OT – reforça tanto uma disposição do setor industrial pela inovação quanto expõe o baixo aparelhamento e capacitação para proteger essas interconexões. Apesar da crescente conscientização, as práticas de governança relacionadas à OT continuam inconsistentes e, muitas vezes, isoladas dentro das equipes operacionais.

 

Isso fica evidente a partir do contexto oferecido pelo Fórum: apenas 16% disseram que seus boards são constantemente reportados sobre a Segurança dos ambientes OT e 20% possuem times de Segurança dedicados à proteção operacional. “A falta de supervisão dos conselhos limitam a compreensão, em toda a empresa, da exposição ao risco. Essa lacuna na governança acarreta perturbações nos sistemas industriais e seus efeitos se propagam muito além de uma única organização — atingindo fornecedores, parceiros e economias nacionais”, explica.

 

Os riscos provenientes de uma resiliência Cibernética pouco confiável serão parte da discussão proposta pelo Keynote de Abertura do Security Leaders Belo Horizonte deste ano. Na apresentação, o CISO e DPO da Gerdau, Vitor Sena, tratará de como proteger a continuidade dos negócios em uma era digital e hiper conectada, em que as ameaças se tornaram cada vez mais complexas, e a Ciber Resiliência se tornou prioridade estratégica.

 

A apresentação de Sena abrirá a agenda da edição mineira do Security Leaders 2026, que ainda contará com Painéis de Debate, estudos de caso e um amplo espaço de networking entre os grandes líderes de Cyber do estado. O SL de Belo Horizonte está marcado para ocorrer no próximo dia 12 de maio, no Ouro Minas Hotel Belo Horizonte e as inscrições para usuários de tecnologia estão disponíveis pelo link.

 

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