Suspeito de hackear sites do Senado, Exército e TSE volta a ser preso pela PF

Operação da Polícia Federal se deu ainda na manhã dessa terça-feira, em Feira de Santana (BA). O indivíduo detido seria responsável pelo vazamento dos dados de 223 milhões de brasileiros, considerado o maior do país, e estava foragido desde novembro do ano passado

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A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (09), novo mandado de prisão preventiva contra um hacker suspeito de ter invadido os sites de diversas organizações públicas do Brasil, sendo responsável pelo vazamento dos dados de 223 milhões de brasileiros. Em nota, a PF não identificou o indivíduo detido, mas entende-se que se trata de Marcos Roberto Correia da Silva, conhecido como Vandathegod, apontado pelo portal G1 como o hacker envolvido nos crimes.

 

De acordo com as autoridades, o indivíduo estava foragido desde novembro do ano passado, quando rompeu a tornozeleira eletrônica que possuía e desapareceu do monitoramento oficial. A medida protetiva estava instalada nele em face das investigações da operação Deepwater, deflagrada em 2021 para investigar os vazamentos ocorridos no Senado Federal e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

“O detido também já foi alvo de outras operações e invasões. Em 2019, o hacker foi preso na Operação Defaced, realizada pela Polícia Civil, como suspeito de ter invadido os sites da Polícia Civil de Minas Gerais, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), do Tribunal de Justiça de Goiás e do Exército Brasileiro”, acrescentou o comunicado.

 

Agora, o indivíduo ficará à disposição da Justiça no Centro de Observação Penal de Salvador, até que a 1ª Vara Federal de Uberlândia (MG) ofereça nova orientação de translado para as autoridades.

 

A Security Report publica, na íntegra, comunicado veiculado pela Polícia Federal.

 

“A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (9/4), mandado de prisão preventiva, na cidade de Feira de Santana, contra um hacker suspeito de ser responsável pelo maior vazamento de dados do Brasil, com a divulgação de informações de 223 milhões de brasileiros.

 

O preso estava foragido desde novembro de 2023, data em que rompeu tornozeleira eletrônica que utilizava em face das investigações da Operação Deepwater, deflagrada em 19/3/2021.

 

O detido também já foi alvo de outras operações e invasões. Em 2019, o hacker foi preso na Operação Defaced, realizada pela Polícia Civil, como suspeito de ter invadido os sites da Polícia Civil de Minas Gerais, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), do Tribunal de Justiça de Goiás e do Exército Brasileiro.

 

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara Federal de Uberlândia/MG e o preso ficará à disposição da Justiça no Centro de Observação Penal, em Salvador.”

 

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Rui Borges

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