O Dia das Mães é, para os golpistas, uma oportunidade. A data festiva se consolidou como uma das mais relevantes do e-commerce brasileiro, ao lado de eventos como a Black Friday, enquanto o Natal segue como o principal período em faturamento. Em 2025, de acordo com a CNDL e o SPC Brasil, o varejo registrou movimentação de aproximadamente R$ 38 bilhões, valor que amplia a exposição a riscos e impacta consumidores e instituições financeiras.
A busca pelo presente ideal já começou e, com ela, cresce silenciosamente a atuação dos golpistas. Estudos do setor mostram que, em períodos sazonais, as investidas criminosas podem crescer entre 20% e 30%. Em muitos casos, o golpe começa com um anúncio aparentemente legítimo nas redes sociais, com ofertas agressivas de lojas conhecidas. Ao clicar, o consumidor é direcionado para um site falso, visualmente idêntico ao original, onde insere seus dados e realiza o pagamento sem nunca receber o produto.
Esses esquemas se aproveitam de lojas virtuais, redes sociais e aplicativos de mensagens, transformando uma compra aparentemente simples em um prejuízo financeiro real. Atenção e cautela são indispensáveis em toda a jornada de compra, e desconfiar deixou de ser exagero e passou a ser necessário.
“As fraudes digitais evoluíram e estão cada vez mais realistas. Elas exploram a pressa, a confiança e as emoções do consumidor, especialmente em datas de alto apelo como o Dia das Mães. Conferir fontes, desconfiar de ofertas e adotar medidas simples, como cartões virtuais e autenticação extra, é a melhor defesa”, alerta Fabrício Ikeda, Diretor Sênior de Parcerias da FICO.
Para proteger suas compras, a FICO aponta 6 recomendações essenciais para um Dia das Mães sem prejuízos:
- Desconfie de ofertas “imperdíveis”: campanhas que prometem kits de beleza ou brindes mediante pagamento de frete são, na maioria das vezes, golpes de captura de dados.
- Verifique perfis e links: antes de clicar em anúncios no Instagram, TikTok ou e-mail, confirme se a conta é oficial e se o site possui selos de segurança legítimos.
- Priorize cartões virtuais e autenticação extra: para compras em lojas novas ou redes sociais, use cartão virtual de uso único e habilite camadas extras de segurança (biometria, controle de uso ou Autenticação em duas etapas).
- Cuidado com Pix e urgência: golpistas usam descontos relâmpago ou “últimas unidades” para pressionar pagamentos via Pix. Confirme sempre a veracidade da oferta antes de transferir qualquer valor.
- Evite Wi-Fi público: prefira 4G/5G para inserir dados de pagamento. Redes abertas em shoppings ou cafés são vulneráveis a interceptação. E mantenha antivírus e sistemas operacionais atualizados.
- Fique atento a deepfakes e sites falsos: não confie em vídeos de celebridades indicando promoções. Digite manualmente o endereço do site, evitando domínios com erros de digitação criados por golpistas. Prefira sempre os canais oficiais.
Tecnologia como escudo invisível
Enquanto você escolhe o presente, plataformas baseadas em IA analisam bilhões de transações em tempo real, identificam padrões invisíveis ao olho humano e bloqueiam golpes antes que sejam concluídos. “Não se trata só do valor da transação. A IA cruza dados como reputação do vendedor, comportamento de consumo e forma de pagamento para entender o contexto da compra e interromper operações suspeitas antes que se concretizem em fraude”, explica Ikeda.