Phishing por fatura falsa mira empresas brasileiras no WhatsApp

Cibercriminosos utilizam contas comprometidas de fornecedores para enviar arquivos maliciosos via WhatsApp Web e Desktop e, ao clicar no anexo, o vírus usa recursos do próprio Windows para burlar o antivírus

Compartilhar:

A Kaspersky identificou uma nova campanha maliciosa que utiliza contas comprometidas do WhatsApp para disseminar malware em computadores corporativos de diversos países, incluindo o Brasil. Focada em usuários do WhatsApp Web e WhatsApp Desktop, a ação usa faturas, extratos e cobranças falsas como isca para instalar um programa malicioso que assume o controle total do computador da empresa de forma invisível. 

  

O golpe começa quando a vítima recebe uma mensagem de um contato conhecido, como um fornecedor ou parceiro comercial que teve a conta invadida. Essa tática é usada para gerar confiança e induzir funcionários dos departamentos financeiro e administrativo a abrirem o anexo, enviado no formato VBScript. Assim que o usuário clica para abrir o suposto documento, o script é ativado em segundo plano. 

  

Para passar despercebido pelas defesas tradicionais, o vírus realiza uma instalação silenciosa utilizando recursos do próprio sistema operacional. O código interno do arquivo infectado contém informações falsas que imitam componentes legítimos de atualização da Microsoft (Windows Update). Uma vez instalado, o malware concede aos criminosos controle total do dispositivo à distância, permitindo visualizar telas e roubar dados. 

  

“Identificamos vítimas dessa campanha em vários países além do Brasil, como Singapura, Taiwan, Vietnã e a Malásia, que atualmente registra o maior volume de casos. O uso de diferentes idiomas nos arquivos infectados, como português, inglês, francês, alemão e malaio, mostra que se trata de uma operação planejada para atingir diversas regiões ao mesmo tempo, o que aponta para uma segmentação regional ampla, especialmente em toda a Europa”, explica Fabio Assolini, pesquisador líder de Segurança da Kaspersky. 

  

Para mitigar o risco, os especialistas da Kaspersky recomendam que as empresas orientem suas equipes a confirmarem por outro canal a legitimidade de cobranças recebidas por mensagens, mesmo quando enviadas por parceiros habituais. Os colaboradores jamais devem abrir arquivos com extensões suspeitas ou executáveis sem a devida verificação independente. 

  

Como medida técnica de proteção, recomenda-se que as equipes de TI configurem políticas restritivas no ambiente corporativo para bloquear a execução de arquivos com extensões de script e executáveis, tais como .vbs, .vbe, .exe, .bat, .cmd, .js e .ps1. Por fim, a implementação de uma solução de Segurança robusta e atualizada em todos os dispositivos é fundamental para alertar os usuários e prevenir infecções digitais. 

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

2% das vítimas globais de ransomware no segundo trimestre de 2026 estão no Brasil

Relatório da Check Point Research revela recorde de 93 grupos ativos no mundo, impulsionados pelo uso de inteligência artificial e...
Security Report | Overview

Grupo YAMAM reduz em 94% a taxa de cliques em phishing

Em parceria com a PIERSEC e a Beephish, a estratégia combinou campanhas simuladas, treinamentos e monitoramento contínuo para transformar colaboradores...
Security Report | Overview

80% das empresas no Brasil pretendem reforçar a Cyber no próximo ano, aponta estudo

Pesquisa da Kaspersky mostra que companhias enxergam a área como um investimento estratégico para proteger dados, viabilizar a adoção de novas tecnologias e fortalecer a resiliência dos...
Security Report | Overview

Gartner: Workloads de IA em escala não serão executadas em hardware quântico até 2028

Nenhum resultado revisado por pares demonstra vantagem quântica em cargas de trabalho de IA em produção