O uso de Analytics no combate às fraudes financeiras

Segundo Carlos Sovegni, especialista em Prevenção à Fraudes do SAS América Latina, tecnologia analítica permite reconhecer endereços de IP, equipamentos, hábitos e necessidades, para gerar modelo através de machine learning e detectar anomalias

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Atualmente, os serviços financeiros se movimentam no ritmo dos clientes, que estão em qualquer lugar, sempre conectados e encaram os desafios de um mundo sem fronteiras. Como também ocorre em outras indústrias, as empresas financeiras vêm se beneficiando desse novo cenário, mas sabem que com ele aumentam sua exposição aos riscos, fraudes e ataques cibernéticos. O uso das soluções analíticas e da inteligência artificial permite que isso seja mitigado de maneira significativa.

 

Graças à tecnologia analítica, vemos ganhar força um modelo em que os dados transacionais se convergem com informações adicionais dos clientes, como seus endereços IP ou os equipamentos pelos quais eles se conectam, seus hábitos e necessidades para gerar um modelo que só não se aplica a métodos como o “machine learning”, uma vez que ele é mais preciso em sua previsão, permitindo reconhecer mais fácil e rapidamente como proceder diante de alguma possível anomalia.

 

Estes modelos respondem automaticamente a perguntas-chave no combate à fraude, tais como se o cliente se encontra em um país com risco de fraude, os horários mais comuns em que as transações são realizadas, os dispositivos usados no “e-banking” (é possível, inclusive, definir quais equipamentos são usados e para quais tipos de transações), entre outras.

 

Cruzar essas variáveis a todo instante também permite aos bancos estarem em modo de alerta com os clientes que têm maior potencial de risco à fraude financeira e identificar novas formas de fraudes ou de deficiências na cadeia de bancos eletrônicos, sem que para isso tenha que dispor de recursos adicionais.

 

Os benefícios da análise nessa área também passam por serviços como geolocalização, que permite aos bancos, por exemplo, cruzar uma transação feita com cartão com a localização atual do cliente e, dessa forma, saber se se trata de uma ação legítima ou de fraude.

 

Com tecnologias como esta – cujo uso só tende a aumentar no curto prazo – não apenas se gera um elo na cadeia de proteção, mas também pode-se reduzir casos como a desistência desnecessária de uma compra. No final, isso melhora a experiência do usuário com a marca.

 

Como os serviços financeiros não são mais exclusividade dos bancos – uma vez que empresas como Paypal e Apple lançaram suas carteiras virtuais para popularizar os métodos de pagamento sem cartão -, as instituições financeiras começaram a aplicar outras leituras de dados sobre as preferências de consumo e os dispositivos, ao mesmo tempo em que dão apoio às transações feitas por meio de biometria – como ocorre com as impressões digitais, nos modelos de smartphone com essa tecnologia; ou simplesmente pelo uso de uma senha e um código único de operação.

 

* Carlos Sovegni é especialista em Prevenção à Fraudes do SAS América Latina

 

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