O mundo atravessa um novo cenário de riscos aos dados corporativos, direcionado especialmente pelo desenvolvimento e aplicação da Inteligência Artificial na geração de valor. Devido a esse contexto, novos conceitos e estratégias baseadas na governança e resiliência de dados e se tornaram essenciais para preservar a continuidade dos negócios, agora direcionados pela nova tecnologia.
Essa percepção foi relatada pelas lideranças nacionais e latino-americanas da Veeam, durante Webinar com a imprensa a respeito desse tópico. De acordo com os executivos, a aplicação acelerada da IA levou a uma convergência dos riscos de dados já conhecidos: hoje, os gargalos estão na visibilidade sobre as informações, na confiança na Inteligência Artificial e na resiliência das companhias em preservar suas atividades mesmo em situações de crise.
Conforme explica Marcio de Freitas, Gerente de Engenharia de Sistemas da Veeam no Brasil. O mercado assiste desde 2005, a uma sequência de transformações nos grandes riscos envolvendo dados. Agora, a IA oferece novas fronteiras e potenciais de risco, desde o acesso até a interação com o registro, levando as empresas a se questionarem como avançar na inovação sem arriscar um aumento na exposição.
“Não existe IA sem Segurança de dados, e não existe confiança a IA sem a resiliência efetiva desses dados. Porém, construir essa resiliência ainda é um grande desafio para as organizações, visto como ainda é preciso desenvolver internamente maiores controles e governança sobre a localização, a qualidade e a integridade das informações a serem usadas para alimentar essas ferramentas”, acrescenta Freitas.
Portanto, estabelecer novos padrões estratégicos de governança dos dados se tornou fundamental para habilitar a inovação corporativa com a IA, sem que isso gere abertura para comprometimento de informações. Nesse sentido, a proposta da Veeam ao mercado envolve, especialmente, criar um contexto de resiliência que habilite políticas e governança das informações, garantindo qualidade e uso eficiente a elas.
Na visão do Vice-Presidente de Vendas da Veeam para América Latina e Caribe, Mauricio Gonzalez, Essa proposta também mira um cenário de otimização da IA nas atividades empresariais, pois, lembra o executivo, a grande maioria dos projetos baseados em Inteligência Artificial ainda não atingiram os resultados esperados pela organização.
“Isso é explicativo com a realidade que apontamos, já que, sem um controle ativo sobre a Segurança dos dados, aplicados antes da implementação dos projetos, os resultados tendem a ser comprometidos pela demanda por proteção necessária a essas informações. A escala de acesso aos registros cresceu amplamente com a IA, e nesse contexto, a lógica de Safe AI se torna crítica para essas inovações”, comentou Gonzalez.
Agora, o objetivo das organizações deve estar direcionado à avaliação de suas próprias capacidades de preservação dos dados e traças planejamentos que direcionem um eventual aumento da maturidade cibernética voltada para aplicação da IA. “As empresas estão conseguindo compreender mais seu próprio padrão de Segurança dos dados, o que será essencial para esse futuro que se abre à frente”, concluiu o VP para América Latina e Caribe.