Ciberataques no Brasil saltam 37% enquanto cenário global atinge níveis recordes

Relatório da Check Point Software revela pressão constante sobre redes mundiais e riscos crescentes de exposição de dados por IA generativa

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Pesquisadores da Check Point Research divulgaram as estatísticas de inteligência de ameaças de fevereiro de 2026, revelando que organizações globais enfrentaram uma média de 2.086 ataques semanais. O Brasil registrou um cenário ainda mais crítico, com 3.736 ataques semanais por organização, uma alta de 37% em relação ao ano anterior. O volume total global permanece próximo de patamares recordes. 

  

O cenário é impulsionado por ataques automatizados, expansão de infraestruturas digitais e maior exposição de dados via IA generativa. “O risco cibernético deixou de ser episódico e passou a ser contínuo”, afirma Omer Dembinsky, gerente da Check Point Research. Segundo ele, a proteção em tempo real impulsionada por IA é a forma mais eficaz de interromper ataques antes de danos operacionais. 

  

A rápida adoção de IA generativa criou caminhos para vazamento de dados, só em fevereiro, um em cada 31 prompts corporativos apresentou alto risco de exposição de dados sensíveis, impactando 88% das empresas que utilizam essas ferramentas. Além disso, 16% das interações continham informações críticas, como credenciais e dados de clientes, muitas vezes fora de estruturas de governança. 

  

O setor de educação liderou o volume de ataques globais (4.749 por semana), seguido por governos e telecomunicações. No Brasil, o setor público ocupou a primeira posição, seguido por serviços financeiros e educação. Regionalmente, a América Latina registrou o maior volume e crescimento global (+20%), consolidando-se como o principal alvo entre as economias em rápida digitalização. 

  

Embora os incidentes divulgados de ransomware tenham caído 32% devido a uma base de comparação atípica em 2025, a atividade permanece consistente. A América do Norte concentrou 57% dos casos, seguida por Europa e APAC, o Brasil aparece no “Top 5” de países mais impactados, ocupando a quinta posição global (2,4% das vítimas), atrás de EUA, Canadá, Reino Unido e Alemanha. 

  

Os serviços empresariais foram os mais afetados pelo ransomware (37%), seguidos por bens de consumo e manufatura. Grupos como Qilin, Clop e The Gentlemen lideraram as extorsões. No total, 49 grupos diferentes atuaram no mês, evidenciando a fragmentação e a escala de um ecossistema que prioriza setores onde a paralisia operacional amplia o poder de coação. 

 

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