Tradicionalmente associada ao mercado de PCs e notebooks, a Lenovo vem ampliando sua atuação em Cibersegurança e aposta no setor financeiro como uma das áreas estratégicas para expandir sua presença nesse mercado. A companhia reúne soluções voltadas à proteção de dispositivos, gestão de vulnerabilidades e recuperação de dados para apoiar instituições na redução de riscos e na continuidade das operações.
O movimento ocorre em um cenário de crescimento das ameaças digitais. Segundo o estudo The State of Ransomware in Financial Services 2025, da Sophos, 59% dos ataques de ransomware relatados por instituições financeiras resultaram em criptografia de dados, enquanto 67% das vítimas pagaram resgate para recuperá-los.
Para Devanir Teixeira, Business Development Manager Latam da Lenovo, as organizações precisam adotar uma estratégia baseada em múltiplas camadas de proteção. “A questão não é se eu vou ser atacado, e sim quando acontecerá”, afirma. Segundo ele, a preparação deve envolver desde a segurança dos equipamentos até os recursos de armazenamento e recuperação das informações.
De acordo com o executivo, a preocupação com segurança começa no desenvolvimento dos produtos. Além de PCs e notebooks, o portfólio da companhia inclui dispositivos móveis, servidores e soluções de armazenamento com recursos voltados à proteção de dados. “Um produto hoje na Lenovo não nasce enquanto não passa no crivo do time de segurança”, destaca.
A empresa também defende que a resiliência depende da capacidade de recuperar rapidamente informações após um incidente. Segundo Devanir Teixeira, a Lenovo já implementou projetos de gestão tecnológica em grandes bancos brasileiros e vê a Cibersegurança como elemento essencial para sustentar iniciativas futuras, incluindo inteligência artificial.