A Black Friday é um dos momentos mais aguardados pelo varejo físico e digital. No entanto, com a atenção das empresas voltada para o aumento das transações, a segurança da informação pode acabar em segundo plano, criando janelas de oportunidade para que cibercriminosos explorem vulnerabilidades existentes nas infraestruturas corporativas.
O e-commerce brasileiro segue acelerando. Segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), o setor movimentou R$ 235,5 bilhões em 2025, uma alta de 15,2% em relação ao ano anterior. Esse avanço amplia as oportunidades de negócios, mas também eleva a pressão sobre infraestrutura, sistemas e equipes de tecnologia para manter as operações estáveis e protegidas.
Diante do pico de acessos, as defesas das companhias ficam mais expostas. Segundo Paulo Lima, CEO da Skynova, é exatamente nesse cenário que criminosos intensificam tentativas de fraude, phishing e invasões. “A preparação para um ataque pode ocorrer muito antes, com criminosos buscando identificar vulnerabilidades, falhas expostas e possíveis pontos de entrada nos sistemas”, analisa.
Para os times de tecnologia, o planejamento defensivo precisa anteceder o evento em semanas ou meses. Antecipar-se aos riscos permite identificar pontos frágeis na arquitetura, testar mecanismos de proteção e treinar equipes para responder prontamente a eventuais incidentes no período de maior movimentação.
“Uma das medidas que as companhias podem adotar para se antecipar a possíveis ataques é analisar o histórico de incidentes e identificar vulnerabilidades anteriores. Quais falhas já aconteceram? O que funcionou e o que precisa ser aprimorado? A partir dessa avaliação, é possível antecipar cenários, fortalecer as defesas e preparar os times de TI para lidar com o aumento da demanda sem deixar aberturas para os hackers”, sugere o CEO da Skynova.
Nesse contexto, a Cibersegurança deixa de ser apenas uma resposta a incidentes e passa a integrar o planejamento estratégico do varejo. Mais do que reforçar defesas na véspera do evento, as empresas precisam mapear previamente os sistemas mais expostos, revisar permissões de acesso e definir protocolos claros de reação rápida a ataques.