IA impulsiona inovação nos bancos e exige nova visão sobre segurança digital

Presidentes dos maiores bancos brasileiros discutem o uso de Inteligência Artificial para escalar serviços e destacam a importância de dados seguros e cultura de proteção em um setor cada vez mais digitalizado

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Durante a Febraban Tech 2025, que acontece nesta semana em São Paulo, os CEOs do Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa, Itaú e Santander apresentaram como a Inteligência Artificial tem guiado a transformação digital das instituições financeiras. O debate destacou não apenas os ganhos de escala e personalização, mas também a importância de integrar a cibersegurança às novas arquiteturas de dados e modelos baseados em IA, diante do avanço de ameaças no ambiente hiperdigital.

 

No painel “O futuro dos bancos: crescimento, competitividade e novos modelos de negócio”, os CEOs apontaram a IA como alavanca para inovação e diferencial competitivo. Milton Maluhy, CEO do Itaú, ressaltou a importância de uma base de dados estruturada para viabilizar modelos de IA com impacto real. “Não basta apostar somente na tecnologia, sem conhecimento e dados qualificados, não se alcança o potencial da IA”, afirmou. Ele ainda destacou que o futuro do setor depende da sinergia entre tecnologia e expertise humana, como na oferta de soluções personalizadas em larga escala, como consultorias automatizadas para investimentos.

 

Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, reforçou que o desafio não está apenas na adoção tecnológica, mas na sua escalabilidade e integração à cultura da organização. “A transformação exige investimento em inovação, IA generativa e, sobretudo, em pessoas”, enfatizou.

 

No Bradesco, o presidente Marcelo Noronha apresentou avanços em produtividade por meio da IA aplicada à TI e ao atendimento. A assistente virtual BIA é um exemplo prático, já integrada com modelos generativos. O executivo também mencionou iniciativas com agentes autônomos que prometem redesenhar processos internos.

 

Na visão dos CEOs, a convergência entre IA, construção de ecossistemas e estratégias de monetização aponta para um novo ciclo do setor financeiro no Brasil. Mais do que ofertar produtos, os presidentes destacaram o papel das instituições financeiras como plataformas digitais, capazes de integrar dados, serviços e experiências em um cenário cada vez mais hiperdigital.

 

Avanço da digitalização

 

Durante a Febraban Tech 2025, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também esteve presente e apresentou a agenda evolutiva da autarquia com foco na ampliação do acesso ao crédito, inovação nos meios de pagamento e eficiência do sistema financeiro.

 

No Pix, os avanços incluem funcionalidades como Pix Automático, Pix Parcelado, por Aproximação e como garantia em operações de crédito. Já o Drex, o executivo explicou ser uma infraestrutura baseada em Distributed Ledger Technology (DLT), com uso de smart contracts e tokenização. O objetivo principal é monetizar o mercado de crédito, permitindo uso colateral de empréstimos e reduzindo custos.

 

Galípolo também destacou o fortalecimento do Open Finance, com a inclusão da portabilidade de crédito e a criação de um marketplace digital, que visa aumentar a concorrência, reduzir assimetrias de informação e ampliar a oferta de crédito com maior transparência e menor custo.

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