A otimização dos ambientes de Segurança se tornou uma demanda crucial para garantir maior eficiência e menor gasto para as empresas manterem sua presença no Ciberespaço protegida. Nesse sentido, Líderes do grupo Security Leaders reafirmaram a demanda por maior higienização dos seus ambientes tecnológicos como forma de melhorar as capacidades de proteção e aumentando a especialização dos times em necessidades essenciais.
Na visão do CISO Global do BTG Pactual, Gabriel Borges, higienizar os ambientes de Cyber é o caminho para tornar a SI mais eficiente para o negócio, especialmente em equipes menores e com menos orçamento. Esse processo é extremamente útil para garantir que a superfície de risco esteja amplamente monitorada a partir de soluções já adquiridas dentro de casa, permitindo maior custo-benefício para toda a estrutura.
“Então, isso é um dever de casa básico para se fazer o tempo todo. Muitas vezes, a solução que está na estrutura já consegue cumprir determinada função sem nenhum custo adicional, de sorte que adicionar outra camada acumularia mais um custo. Isso nos permite ter a percepção de como rever os próprios custos que, na verdade, estão gerando complexidade”, disse ele, durante Painel de Debates sobre o tema no Security Leaders Nacional.
Apesar de possuir uma perspectiva diferente, Juliana Pivari, Gerente de Segurança da Informação do Grupo CIMED, concorda com a visão do colega. Isso porque, do ponto de vista dos times de Cyber, um ambiente pouco higienizado gera passivos para serem gerenciados, tomando tempo e recursos que poderiam ser dedicados a demandas estratégicas para a continuidade do negócio.
Portanto, a executiva defende o conceito de menos estruturas adquiridas, mas com todas otimizadas ao máximo, é mais valioso e mais seguro do que diversas soluções diferentes, que impeçam uma percepção ampla de todas as vulnerabilidades e ameaças para a estrutura. “O grande desafio está em ampliar esse nível de otimização enquanto elevamos, também, a especialização dos nossos próprios times”, acrescenta ela.
Nesse aspecto, também se reforça a demanda financeira gerada pela Cibersegurança para a corporação, sem poder ser atendido de fato. Conforme explica o CISO da Porto Seguro, Vinícius Fiel, qualquer custo adicional que puder ser retirado do produto final significará uma oferta mais competitiva para a própria empresa ao cliente, tornando a SI parte desse trabalho de competitividade.
“Nesse aspecto, também cabe à Industria de Cyber perceber essa somatória de preocupações dos CISOs e alinhar suas próprias ofertas às demandas que fazem sentido para eles. Por isso, o desafio do setor é saber navegar nesse oceano de tendências e buzzwords para nos tornarmos realmente estratégicos para os Líderes, sem criar mais complexidade a esses negócios”, concluiu Luís Dalmaso, Diretor de Contas Enterprise da Cloudflare.
Veja na íntegra o Painel de Debates “Higienização da Segurança: o que fica, o que sai?”, disponível no canal da TVSecurity no YouTube ou no link abaixo: