Gartner indica seis etapas estratégicas para gerenciar a proliferação de IA agêntica

Previsão indica que empresas da Fortune 500 terão mais de 150 mil agentes em uso até 2028, mas apenas 13% das organizações possuem governança adequada para mitigar riscos

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O Gartner aponta seis etapas essenciais para ajudar as organizações a reduzir os riscos da proliferação de agentes de Inteligência Artificial, previsão é de que, até 2028, uma empresa global média da Fortune 500 terá mais de 150 mil agentes em uso, um salto drástico em comparação aos menos de 15 registrados em 2025. Esse crescimento acelerado deve gerar complexidade inédita na TI e desafios críticos de gestão para as companhias. 

  

Chief Information Officers (CIOs) e líderes de TI já observam uma explosão de agentes que expõe as organizações a riscos como desinformação, compartilhamento excessivo e perda de dados. Segundo Max Goss, Diretor Analista Sênior do Gartner, muitas organizações recorrem ao bloqueio dessas ferramentas, mas essa não é uma solução de longo prazo e, se os funcionários não puderem trabalhar com ferramentas autorizadas, provavelmente usarão shadow AI, o que apresenta riscos muito maiores para a segurança corporativa. 

  

“As organizações precisam encontrar um equilíbrio que lhes permita governar os agentes e gerenciar sua expansão, mas também capacitar com segurança os funcionários para inovar com essas ferramentas”, explica Goss. Para estabelecer esse equilíbrio, a primeira etapa consiste em definir regras claras sobre como os agentes são criados e quais conectores são permitidos. Em seguida, é necessário criar um inventário centralizado, utilizando ferramentas de gerenciamento de confiança, risco e segurança (AI TRiSM) para identificar soluções autorizadas e paralelas. 

  

A terceira diretriz foca em gerenciar a identidade do agente e seu ciclo de vida, revisando permissões e desativando ferramentas redundantes para prevenir a expansão descontrolada, paralelamente, os líderes devem desenvolver a governança da informação de IA garantindo que o agente acesse apenas dados autorizados e atualizados. Esse processo é fundamental para evitar que informações sensíveis sejam compartilhadas indevidamente ou que o sistema opere com dados obsoletos que comprometam a precisão. 

  

O monitoramento contínuo surge como a quinta etapa, visando detectar comportamentos anômalos e corrigir agentes que excedam o escopo pretendido ou a tolerância ao risco da empresa. Por fim, o Gartner recomenda promover uma cultura de uso responsável da IA, apoiando a força de trabalho com programas de treinamento e comunidades de prática. Essa abordagem integrada permite ampliar as melhores práticas de gestão de agentes em toda a organização, transformando o potencial da tecnologia em valor real e seguro.

 

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