O Secretário de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), André Molina e o líder do Laboratório de Cibersegurança do Markets Innovation & Technology Institute (Miti), Nycholas Szucko, assinaram um acordo estratégico voltado à elevação do nível de maturidade em cibersegurança das empresas brasileiras, redução do risco digital e sistêmico.
A iniciativa junto ao Miti aplicará diversos estudos e metodologias de pesquisa para chegar ao diagnóstico sobre o nível preciso de exposição ao risco de cada empresa tanto em relação ao seu próprio nicho de atividade quanto comparado à média nacional.
Para isso, o Miti utilizará como ferramenta uma plataforma que consolida os principais frameworks e boas práticas globais, conecta dados internos e externos e os traduz em indicadores de risco, maturidade e governança, permitindo que boards, executivos e lideranças, como no caso de PMEs, tomem decisões mais informadas, responsáveis e alinhadas ao negócio.
A primeira etapa do projeto consiste em identificar a partir de um formulário de intenção frente a instituições parceiras do GSI como Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sebrae e Serasa, entre outras, para identificar empresas interessadas em evoluir seus níveis de segurança digital. A expectativa é alcançar aproximadamente 10 milhões de PMEs em todo o país. “Estimamos que cerca de 200 mil dessas empresas demonstrem interesse em participar da iniciativa”, afirma Nycholas Szucko.
Após essa fase inicial, os empreendedores interessados realizarão um assessment, que permitirá identificar o nível de maturidade em segurança digital de cada organização. A partir desse diagnóstico, as empresas poderão desenvolver um plano de ação efetivo para sua jornada de elevação de maturidade e redução do risco operacional.
Para o secretário André Molina, a iniciativa representa um avanço estratégico na proteção do ambiente digital brasileiro, especialmente entre empresas de menor porte. “A transformação digital ampliou significativamente a superfície de exposição a riscos cibernéticos, e as pequenas e médias empresas estão entre as mais vulneráveis. Este projeto reforça o compromisso do Estado brasileiro em apoiar essas organizações na construção de capacidades de proteção, contribuindo para a continuidade dos negócios, a segurança da economia e da sociedade como um todo”, afirma.
Além de impulsionar a adoção de boas práticas em segurança digital, o projeto permitirá mapear as principais dores e demandas do país relacionadas ao tema. Além de oferecer parâmetros comparativos entre empresas de diferentes setores, poderá também subsidiar a formulação de políticas públicas e orientar investimentos direcionados.
O diretor do Miti afirma que a iniciativa está totalmente em linha com o propósito central da instituição que é fortalecer a segurança na economia digital por meio de projetos, pesquisas e parcerias, contribuindo para um ambiente de negócios mais resiliente e competitivo. Especialistas estimam que 60% das PMEs deixam de operar em apenas seis meses depois de sofrerem um ataque virtual.
“Projetos como esta parceria com o GSI permitem evitar que muitos empreendimentos tenham este destino e, por outro lado, também fomentam a evolução das empresas para patamares mais elevados de eficiência e sustentabilidade financeira”, conclui.
A cerimônia de assinatura ocorreu em Brasília, durante o evento “Quantum Com Brasil 2026”, promovido pelo QuIIN (Quantum Industrial Innovation Network), Centro de Competência EMBRAPII CIMATEC em Tecnologias Quânticas e a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), com o apoio do GSI, ABIN, CONFRATIC, Instituto Serezedello Correa e SERPRO.