Famílias de ransomware intensificam ciberataques

Grupos ganharam o noticiário nas últimas semanas após ataques contra organizações no Brasil e no exterior, empresa analisa o comportamento desses ransomware

Compartilhar:

O RansomEXX e o Egregor são duas famílias de ransomware que ganharam o noticiário nas últimas semanas, após uma série de ataques contra organizações no Brasil e na América Latina. De acordo com especialistas da Kaspersky, que analisaram recentemente o comportamento desses grupos em relatórios do Securelist, ambos se caracterizam pelo direcionamento a grandes organizações, criptografia dos dados críticos das vítimas, e passaram a intensificar os seus ataques neste ano, após a pandemia.

 

Mais conhecido no Brasil após atacar empresas e instituições locais, o RansomEXX é descrito como um trojan altamente direcionado. As amostras do malware analisadas exibem um nome codificado da organização atacada. Foi observado também que o grupo utiliza o nome das vítimas tanto no endereço de e-mail usado para fazer a chantagem, quanto na extensão dos arquivos criptografados.

 

Ao contrário do que é visto em outros grupos, o RansomEXX, além de criptografar os arquivos e deixar notas de resgate, não possui funcionalidades adicionais como: comunicação com o servidor de comando e controle (C&C), encerramento de processos em execução, ou truques de anti-análise. Em seu relatório, a Kaspersky afirma ter descoberto que o trojan também está atacando máquinas controladas por sistemas operacionais baseados em Linux.

 

Já o Egregor, que, na semana passada, atacou uma empresa chilena, foi identificado pela Kaspersky em setembro deste ano. Segundo os analistas da empresa de cibersegurança, o ransomware afeta companhias de diversos setores, como logístico (10,94%), automotivo (9,38%) e de engenharia (9,38%), e ainda de agricultura, construção e saúde.

 

Essa família de ransomware é considerada a mais agressiva na maneira como negocia e define seus resgates, uma vez que dá às vítimas apenas 72 horas para contato com os autores do ataque. Caso contrário, os dados da vítima são processados ​​para publicação. É o que os especialistas chamam de ‘ransomware 2.0’: além do bloqueio do acesso aos dados, os criminosos buscam aumentar o lucro com ameaças de vazamento, o que, caso concretizado, pode acarretar multas graves às empresas por violação a legislações locais de proteção de dados.

 

“Para proteger os dados da companhia de ataques de ransomware, recomendamos prestar mais atenção à cultura digital dentro da empresa, sempre atualizando os sistemas operacionais e usando soluções de segurança, como Kaspersky Endpoint Detection and Response, para evitar ataques em um estágio inicial”, recomenda Fabio Assolini, especialista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil.

 

Assolini ressalta ainda a importância de ter acesso às informações técnicas sobre os novos métodos de infecção por meio dos relatórios de Threat Intelligence (inteligência de ameaças). Com esses dados, os times de segurança podem evitar que a empresa seja vítima de um ciberataques e este é o principal objetivo de compartilhar publicamente os detalhes das análises dos especialistas da Kaspersky.

 

 

Destaques

Colunas & Blogs

Avatar photo
Rui Borges

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

Black Friday: hackers mapeiam falhas muito antes da corrida das vendas

Foco exclusivo na operação comercial durante o pico de vendas abre brechas para fraudes e ataques direcionados, alerta especialista
Security Report | Overview

Malware que escuta o ambiente e acessa contas abertas é detectado no Brasil

XWorm também rastreia localização e controla o navegador; detecções globais quadruplicaram em um ano, aponta Netskope
Security Report | Overview

Arquivo vazado expõe estrutura e operação de extorsão de dados do Silent Ransom Group

Análise da Check Point Software aponta divisão de tarefas e foco massivo em escritórios de advocacia em vazamento atribuído aos...
Security Report | Destaques

Febraban alerta sobre uso indevido de seu nome em golpes do falso e-mail e empréstimo

Entidade reforça que não contata pessoas físicas ou jurídicas nem cobra taxas para liberação de crédito ou procedimentos de Segurança