O cenário da Cibersegurança no Brasil entra em uma fase importante em 2026. Sob a coordenação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o país avança na estruturação de um arcabouço regulatório que promete elevar o patamar de resiliência das infraestruturas críticas e da administração pública. Mais um passo foi dado nessa semana com a publicação da Resolução CNSIC nº 15, que institui um novo Grupo de Trabalho focado na elaboração da minuta para a Política Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas.
O movimento do GSI, por meio do Comitê Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas (CNSIC), visa consolidar diretrizes isoladas em um texto de lei mais robusto. Complementando esse esforço, a mais recente normativa do GSI elevou a régua da resiliência cibernética no Governo Federal. Conforme reportado pela Security Report, essa norma estabelece parâmetros mais rígidos para a proteção de dados e continuidade de serviços, além de trazer propostas para aprimorar as funções do Gestor de SI com objetivo de fazer com que a Cibersegurança transcenda de um papel apenas tecnológico para uma atuação mais estratégica.
Pauta no Security Leaders Brasília
Este panorama de transformações e ampliação da maturidade cibernética do Brasil estará em destaque na programação do Congresso Security Leaders Brasília, que acontece no dia 04 de março no Windsor Plaza Brasília. O evento reunirá as principais mentes da Cibersegurança e lideranças do setor público para debater como essas resoluções impactarão o dia a dia das organizações.
Em Brasília, o debate focará em como traduzir essas novas leis em ações práticas que garantam a proteção de dados e a continuidade dos serviços essenciais, preparando o Brasil para um ano onde a resiliência operacional será o grande diferencial estratégico.
Deepfakes e Fraude Digital
Em um ano de eleições presidenciais, a integridade dos sistemas digitais e o combate à desinformação tornam-se prioridades de segurança nacional. De acordo com o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial (WEF), a fraude cibernética e a desinformação superaram o ransomware como as maiores preocupações dos líderes para 2026.
O aumento exponencial de ataques baseados em IA, especialmente deepfakes, coloca em xeque a confiança nas instituições. Nesse contexto, o arcabouço regulatório brasileiro busca criar barreiras técnicas e jurídicas para mitigar campanhas de desinformação. A maturidade cibernética deixa de ser uma pauta apenas técnica para se tornar um pilar da estabilidade democrática.