Em um cenário de aplicação acelerada da Inteligência Artificial, a Valid tem buscado se posicionar como uma das vanguardistas no uso da ferramenta, tanto na geração de valor do negócio quanto na própria Cibersegurança. Essa veia inovadora permitiu que o time de SI da organização, em parceria com a Shield Security, avançasse rapidamente no aumento da maturidade baseada na automação de atividades técnicas.
Conforme explica o CISO da Valid, Pedro Nuno, a companhia já se posicionava bastante à frente das outras na jornada de aplicação da IA no negócio, garantindo espaço de testagem da tecnologia emergente. Nesse sentido, era vital para a estratégia do business que a Cibersegurança acompanhasse esses processos, inclusive por meio da Inteligência Artificial no monitoramento e resposta a eventuais riscos.
“A base das respostas aos desafios na Valid é uma cultura de experimentação disseminada no interno. Quando surge algo novo, buscamos experimentar nas nossas atividades logo cedo e, se gerar ganhos efetivos, implementamos. Essa prática é essencial para preservar nosso protagonismo no setor, e exige que a área de Cibersegurança também esteja aberta a novas possibilidades de inovação”, explica Nuno, em entrevista à Security Report.
Com um posicionamento bastante único em relação ao desenvolvimento inovador, é preciso encontrar parceiros que compartilhem da mesma filosofia e sejam capazes de construir estratégias que garantam esse movimento. Isso foi encontrado na parceria já consolidada com a Shield Security, que se dedicou a apoiar o aumento no nível de maturidade da Valid, em especial nos contextos de detecção e resposta, com menos demanda no efetivo humano.
A partir da integração com ferramentas da CrowdStrike, a parceria focou na formação de ampla visibilidade sobre o ambiente inovador, que permitisse monitoramento dos riscos e viabilizasse uma resposta antes de qualquer impacto efetivo na estrutura. Da mesma forma, um processo de gestão de vulnerabilidades a partir do nível crítico viabilizou maior facilidade na organização desse ambiente analisado.
“Podemos dizer que a aliança com a Valid nos tirou da zona de conforto, pois é uma empresa que não tem medo de testar novas oportunidades, como eventualmente acontece no mercado. Isso torna nosso trabalho muito mais interessante e nos permite ir além da simples entrega de uma ferramenta, mas também de participar efetivamente de uma estratégia inovadora bem-sucedida”, acrescenta Luiz Paiva, Sales Director da Shield.
Como resultado, a Valid viu reduzir os alertas, bem como a possibilidade de priorizar as vulnerabilidades segundo o seu risco real, tudo de forma automatizada. “O nosso planejamento atual permite ajudar com a investigação de um risco e acelera visivelmente qualquer possibilidade de resposta. Hoje, podemos endereçar um risco específico em menos de um minuto da sua detecção inicial”, ressalta Nuno.
Nuno reforça ainda a importância da automação da Cibersegurança para viabilizar maior precisão nas operações digitais, reduzindo a pressão por conscientização constante sobre os usuários. De acordo com ele, a ideia é que as possibilidades de falhas nas estratégias de SI por conta do fator humano, seja no desenvolvimento ou na operação do negócio, se reduzam conforme os agentes de IA entrarem ainda mais em circulação. Neste momento, a expectativa é, justamente, radicalizar essa transformação.
“Considerando que já não trabalhamos com Nível 1 de Cyber há pelo menos 3 anos, nossa perspectiva é que o Nível 2 também desapareça em breve, pois se antes eu precisava de três ou quatro pessoas para análise forense, um único Engenheiro de IA, munido de um agente, pode dar conta. Esse contexto deve se expandir para a Cyber, para o desenvolvimento e mesmo para o negócio, e certamente vamos seguir contando com parceiras como a Shield para isso”, conclui ele.