O Dia dos Namorados deve movimentar cerca de R$ 26,4 bilhões na economia brasileira e levar aproximadamente 100 milhões de pessoas às compras. Esse cenário aquecido para o varejo também atrai a atenção de cibercriminosos, que aproveitam o grande aumento das transações digitais para aplicar golpes cada vez mais sofisticados, explorando o comportamento do público.
De acordo com a Teltec Data, consultoria especialista na criação de ecossistemas digitais, datas comemorativas marcadas por forte apelo emocional registram um crescimento expressivo de fraudes. Os ataques costumam envolver links falsos, roubo de dados pessoais e clonagem de e-commerces, pegando o consumidor quando ele busca ofertas de última hora.
“O criminoso digital acompanha o calendário do comércio tão de perto quanto os varejistas. No Dia dos Namorados, ele sabe que as pessoas estão mais dispostas a comprar rapidamente para aproveitar descontos ou garantir a entrega do presente dentro do prazo. É justamente essa combinação que reduz o nível de atenção dos consumidores”, explica Frankllin Nunes, Global Head of Architecture da Teltec Data.
Segundo o especialista, a Inteligência Artificial elevou o nível de sofisticação dessas ameaças. Hoje, os golpistas conseguem criar campanhas promocionais falsas, mensagens personalizadas com aparência legítima e páginas idênticas às de grandes redes varejistas em poucos minutos, tornando a identificação visual da fraude muito mais difícil.
Para reduzir os riscos, a Teltec Data recomenda medidas preventivas cruciais, uma delas é que o consumidor verifique se o endereço do site é legítimo antes de inserir dados, desconfie de descontos muito acima da média do mercado e confirme o nome do destinatário antes de concluir qualquer Pix. Evitar links recebidos por mensagens e e-mails também ajuda a mitigar o risco.
O uso de autenticação multifator e a escolha por comprar apenas em canais oficiais completam o ecossistema de defesa necessário. A conscientização na hora do clique é a barreira mais importante, já que os criminosos tentam usar a empolgação da data para fazer a vítima ignorar os protocolos básicos de segurança da informação.
“Os ataques mais eficazes não dependem de técnicas complexas, eles exploram comportamentos humanos. O consumidor vê uma oferta muito vantajosa, teme perder a oportunidade e toma uma decisão sem verificar a autenticidade da loja ou do link. A tecnologia ajuda a criar a armadilha, mas o fator decisivo continua sendo o convencimento”, finaliza o executivo.