No contexto da Cibersegurança, não há mais espaço para frear os avanços tecnológicos das empresas, sendo necessário que o setor se alinhe em favor da inovação sustentável dos processos, habilitando a inovação com Segurança dos dados. Durante Painel de Debates organizado pela TVSecurity em parceria com a Delphix, líderes de Segurança Cibernética se reuniram para debater estratégias que incentivem transformações em meios não produtivos.
Durante a discussão, os profissionais reforçaram que a inovação sem guardrails adequados tende a gerar riscos operacionais, regulatórios e reputacionais. Entretanto, essa realidade não pode ser confundida com uma função proibitiva da Segurança, uma vez que o uso de tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial, demandam governança, escalabilidade e estabilidade para amplo uso do business.
Igor Espósito, CISO da Zurich Insurance Company, reforçou essa ideia durante sua participação no debate. Segundo o executivo, as transformações tecnológicas acontecem rotineiramente, exigindo que as empresas estejam frequentemente atualizadas para manter seu lugar no mercado. Nesse sentido, a SI precisa abdicar da posição de antagonismo ao espírito inovador e se colocar como habilitador estratégico dessas mudanças, tornando-as mais seguras.
“No mundo de hoje, não pode mais existir Segurança versus Inovação. Esses dois setores precisam atuar em harmonia para permitir que a Inteligência Artificial seja bem-sucedida apesar dos riscos que ela possui. Assim como em um carro de corrida, para se atingir a velocidade máxima, é preciso garantir que o freio desacelere no momento da curva, para depois voltar a correr. Sem isso, o carro se acidenta”, explica Espósito.
Com isso, é essencial que o setor de SI atue a partir do insumo mais importante da IA: o dado. Em um exemplo prático, Renato Augusto, Cyber Security Manager ativo no setor financeiro do Brasil, comenta que a organização em que ele atua se adiantou à essas tendências e organizou logo cedo um Comitê multidisciplinar para estabelecer regras e visões de melhores usos da Inteligência Artificial. Esse modelo inclui governança, negócios e desenvolvimento seguro.
Augusto comenta ainda que essa postura nasceu de lições aprendidas com a disseminação da nuvem nos meios corporativos, o que levou as organizações a considerarem a Segurança como um componente vital do negócio, e não apenas uma medida de proteção. Essa ação permitiu que a empresa reconhecesse o valor da IA e das informações aplicadas à ela e, com isso, transferisse o poder decisório para o departamento interno de dados.
“Nós estabelecemos na instituição em que atuo que, ao lado do AI First e do Cloud First, é também preciso ter o Security First. Portanto, quando o mercado de TI começou a alavancar a tendência de IA para os clientes, já estávamos prontos para absorver a pressão que viria por mais automação nos processos e nos serviços entregues ao cliente. Hoje, podemos oferecer resultados muito mais interessantes, precisos e seguros a partir desse comitê”, afirma.
Para o Engenheiro de Soluções da Delphix, Daniel Stolf, o segredo para o sucesso das esraégias de IA está em unir a expertise do objeto de trabalho para o qual você está desenvolvendo com uma disciplina para desenvolver um produto mais bem acabado. “A proposta é conseguir fazer com que ela produza algo correto, produtivo, e não um programa que não funciona, ou que só vai funcionar em um contexto muito específico, mas que não vai escalar para um uso geral”.
A TVSecurity é a fonte de produções multimídia do Security Leaders, hospedando Painéis de Debate online, coberturas dos congressos regionais e Nacional e exposição em vídeo das principais discussões e tendências da Cibersegurança brasileira e mundial. Acompanhe a íntegra do Painel de Debates “Inovação Sustentável: Como manter dados sensíveis seguros em ambientes não produtivos”, em parceria com a Delphix, disponível no canal da TVSecurity no YouTube ou pelo vídeo abaixo: