Segmentação Estratégica: união entre SI e Infraestrutura pode ser o caminho?

Maior alinhamento entre equipes de Cibersegurança e Infraestrutura é crucial para o sucesso das políticas de segmentação e proteção contra ameaças avançadas, aponta Todd Palmer, Vice-Presidente Sênior Global de Parcerias e Alianças da Illumio. Por outro lado, esse alinhamento precisa superar barreiras

Compartilhar:

As ameaças cibernéticas continuam sendo um dos maiores desafios para a proteção dos ativos financeiros e digitais das organizações. De acordo com lideranças da Illumio, uma das principais barreiras para mitigar esses riscos está na implementação eficaz de políticas de segmentação, que dependem de mais sinergia e integração entre as equipes de Segurança da Informação e Infraestrutura.

 

Essa estratégia está ligada à visibilidade ampla e à categorização detalhada de dados, sistemas e softwares internos, esses seriam os passos essenciais para uma segmentação bem-sucedida, na visão de Todd Palmer, Vice-Presidente Sênior Global de Parcerias e Alianças da Illumio. “Sem esses elementos, um ataque a um ativo menos crítico pode rapidamente comprometer sistemas essenciais, gerando impactos severos nas operações corporativas”, detalha o executivo durante entrevista à Security Report.

 

De acordo com o executivo, ataques de ransomware tendem a se tornar mais prejudiciais, explorando vulnerabilidades simples para se espalharem por toda a infraestrutura corporativa. Para mudar esse cenário, a segmentação das estruturas, com base em visibilidade abrangente do ambiente de risco, é um pilar essencial para estratégias mais eficazes de Cibersegurança.

 

Contudo, a falta de alinhamento entre os times de SI e Infraestrutura tem prejudicado a execução dessas iniciativas. “Os dois departamentos frequentemente propõem estratégias similares, reconhecendo a importância de segmentar ativos críticos e de priorizar recursos essenciais. No entanto, a coordenação insuficiente entre as equipes compromete o sucesso das políticas de proteção segmentada”, reforça Palmer.

 

Além disso, o executivo observou que fatores como a falta de proximidade com as demandas de negócios e divergências no controle de riscos criam barreiras adicionais. Nesse contexto, os parceiros de tecnologia têm um papel fundamental em promover a integração entre Segurança, Infraestrutura e as áreas de negócios, garantindo que as soluções atendam às necessidades específicas de cada setor.

 

Zero Trust é o caminho?

A Illumio também ressaltou a importância do modelo de confiança zero como parte do avanço das estratégias de segmentação. Segundo a empresa, essa abordagem deve ganhar mais força até 2026, especialmente em países emergentes, como o Brasil.

 

“O mercado de segmentação com recursos de Zero Trust deve atingir 36,5 bilhões de dólares até o final de 2024. Esse crescimento reflete a conscientização das empresas sobre a necessidade de proteger seus ativos mais críticos contra acessos inadequados”, concluiu Luiz Brandão, Diretor Regional de Vendas da Illumio no Brasil.

 

Destaques

Colunas & Blogs

Avatar photo
Rui Borges

Conteúdos Relacionados

Security Report | Destaques

Da produtividade à governança: a nova fase da IA nos bancos

Executivos da Caixa, Santander, Bradesco, Itaú, BTG Pactual e Nubank discutiram como IA vem transformando produtividade, experiência do cliente, tomada...
Security Report | Destaques

Porque governança de IA importa

O caso OpenAI / Hugging Face não foi um ataque hacker humano nem um modelo "rebelde". Foi uma falha de...
Security Report | Destaques

Investimento em SI: os 10% dos bancos se tornam referência ou exceção?

Pesquisa da Febraban revela que as instituições financeiras destinam à Cibersegurança 10% do orçamento de TI, estimado em R$ 50...
Security Report | Destaques

IA muda as regras do jogo e coloca governança no centro da inovação bancária

Durante a Febraban Tech, CIOs e CTOs do BTG, Bradesco, Caixa, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander destacaram como...