Quatro estratégias para violar o WhatsApp e invadir a rede da empresa

Gestores de TI e segurança podem, no entanto, proteger a rede contra exploits disseminados através do smartphone infectado

Compartilhar:

O recente ataque zero day contra os 1.5 bilhões de usuários do WhatsApp foi sofisticado e inteligente. Os criminosos digitais conseguiram acesso total aos smartphones dos usuários: a meta era ler mensagens, copiar contatos e controlar a câmera do dispositivo do usuário. No entanto, mais do que ameaçar as pessoas que usam o WhatsApp em suas vidas privadas, esse ataque facilita a violação dos ambientes digitais das empresas. Suponhamos, por exemplo, que um funcionário tenha o WhatsApp instalado em seu dispositivo e esse App tenha sido comprometido por meio do último exploit do WhatsApp. É possível que este funcionário conecte, em algum momento, seu smartphone à rede corporativa.

 

Esse acesso legítimo pode ser via VPN, aplicações na nuvem (por exemplo, Office 365, Dropbox, etc.), Wi-Fi corporativo ou pela configuração “favorita” pessoal, conectando o dispositivo à porta USB de um laptop corporativo para que o smartphone possa carregar a bateria.

 

Dentro desse quadro, entender como e onde os usuários se conectam à rede corporativa é essencial. Na maioria dos casos, as organizações não podem impedir que os telefones BYOD (Bring Your Own Device) pessoais sejam comprometidos, principalmente quando fora do perímetro da rede. Os gestores de TI e segurança podem, no entanto, proteger a rede contra exploits disseminados através do smartphone infectado.

 

Veja abaixo as quatro formas mais comuns utilizadas por cibercriminosos para aproveitar a vulnerabilidade do WhatsApp e se infiltrar em uma rede corporativa e como evitar esse quadro:

 

  1. Via VPN. Se um funcionário se conecta à empresa através de uma VPN corporativa, o firewall de próxima geração pode ser o endpoint onde seria estabelecida a prevenção de ameaças via VPN e controle de acesso. Essa estratégia impediria a violação do WhatsApp de espalhar qualquer malware para outros dispositivos ou para a rede.

 

 

  1. Via Wi-Fi. Neste cenário, firewalls de próxima geração e pontos de acesso wireless seguros são essenciais para inspecionar todo o tráfego interno e evitar que o exploit vá além do telefone infectado.

 

 

  1. Através de credenciais comprometidas. Como o exploit do WhatsApp permitiu que invasores roubassem credenciais para serviços e aplicativos na nuvem, as organizações que contam com soluções CASB (Cloud Access Security Broker) conseguem mitigar as invasões de contas (ATO), o acesso não autorizado, além de qualquer vazamento de dados relacionado.

 

 

  1. Via porta USB. Os usuários geralmente esquecem que uma porta USB alimentada em seu laptop é um ponto de entrada para os invasores – mesmo quando fazem algo tão inocente quanto carregar um telefone. Uma solução de proteção de endpoint sólida monitora a conexão com o laptop e inspeciona qualquer atividade maliciosa que tente aproveitar a porta USB para entregar cargas de malware.

 

Endpoints sob ataque demandam novas atitudes e novas soluções

 

A luta contra violações exige mudanças nos processos das empresas – com programas de treinamento que disseminem as melhores práticas de segurança entre todos os usuários, de todos os departamentos – e a contínua atualização das soluções de segurança. As vulnerabilidades dos endpoints demandam um conjunto de ações para serem identificadas e resolvidas. É essencial contar com soluções que apliquem técnicas avançadas de proteção contra ameaças, como aprendizado de máquina, integração de sandbox de rede e reversão do sistema. Só assim a corporação estará preparada para enfrentar o próximo ataque zero day de efeito massivo que, com certeza, virá.

 

*Rob Krug é arquiteto sênior de Soluções de Segurança da SonicWall

Destaques

Colunas & Blogs

Conteúdos Relacionados

Security Report | Overview

NVIDIA reforça parceria de Segurança em infraestruturas de IA

Integração entre ferramentas da CHeck Point Software e tecnologias NVIDIA fortalece a Segurança de LLMs privados, infraestruturas distribuídas e operações...
Security Report | Overview

Governança de identidade se tornou decisão de negócio?

Durante Painel de Debates movido no Redbelt Security EXPAND, Líderes de Segurança debateram o papel da relação com o business...
Security Report | Overview

22 segundos é a nova velocidade do ataque cibernético, segundo relatório

A Redbelt Security apresentou o dado na 5ª edição do EXPAND, que ainda ressaltou o vetor de entrada mais comum...
Security Report | Overview

Roubo de contas no Instagram expõe riscos de autonomia da IA?

Possível invasão de contas do Instagram por meio de chatbot de suporte com IA reforça riscos de delegação excessiva de...