Neste início de 2026, padrões nas políticas de Cibersegurança, nas estratégias dos times e na própria posição do Gestor da área, em especial no poder público, foram amplamente reformados a partir de novas normativas e orientações partidas do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, com vistas a consolidar a essencialidade da SI tanto nas organizações públicas quanto nas empresas privadas.
Entre essas mudanças, estão a aprovação da terceira geração da Política Nacional de Segurança da Informação (PNSI), a partir do Decreto 12.572 do Governo Federal, com novas orientações focadas na transformação tecnológica do poder público, e a Normativa 09/2026, que oferece maior autonomia do Gestor de SI para ocupar um papel estratégico na defesa de ambientes digitais e preservação da integridade de dados nacionais.
Conforme explicou o Coordenador-Geral de Gestão da Segurança da Informação no GSI, Romário César, essas mudanças fazem parte de uma perspectiva mais ampla da pasta federal, que visa construir uma estrutura mais sólida e eficiente da Segurança Cibernética do país. Essas ações buscam ir além da publicação de novas normas, mas alinhando conexões mais efetivas de todo o arcabouço legal da Cyber.
“A nós não basta apenas a base legal, mas também é preciso construir governança, estabelecer parâmetros estruturais que fortaleçam o papel do Líder de Segurança, bem como incentivar melhores orçamentos, mais pessoal e especialização da força de trabalho. Nosso objetivo é ir além das normativas”, explicou César, durante participação de Painel de Debates sobre o tema no Security Leaders Brasília desse ano.
Ainda de acordo com o executivo, a partir desses movimentos aplicados internamente nos órgãos públicos, a tendência é que as mesmas práticas reverberem no setor privado e na sociedade em geral, possibilitando um aumento na média de maturidade Cyber de todo o país. Agora, os próximos passos envolvem dar efetividade à implementação da Política Nacional de SI, desenvolvendo boas práticas com pessoas e tecnologias.
Na visão da Diretora do Departamento de Segurança da Informação do GSI, Danielle Ayres, Com essas medidas, a SI deixa de ser um tema que concorre por prioridade dentro da TI e passa a trilhar um caminho de maior autonomia, visto a importância de proteção dos ativos dessa área. Assim, será possível atuar com maior foco na governança e na gestão de riscos, sem o receio de colisão com os projetos e operações cotidianas.
“Essas mudanças sinalizam que a Segurança deixou de ser um anexo da TI para se tornar uma competência central da alta administração. Com papéis claramente definidos e o suporte de funções de alto nível, os órgãos e as entidades federais ganham robustez para enfrentar os desafios de um Estado em transformação”, escreveu Danielle, em artigo publicado no portal oficial do GSI.
César reforçou também que o Gabinete trabalha com planos adicionais de fortalecimento da SI: “Estamos trabalhando com a possibilidade de criar uma rubrica no Orçamento Federal para a Cyber, bem como em projetos de conscientização e gestão de riscos. De fato, é um processo gradativo, mas será essencial para fortalecer a cultura de SI”, conclui.
*Com Informações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República